Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/03/2018
FakeNews é toda nota falsa e caluniosa criada de forma proporcional para digredir a imagem de alguém ou manipular a opinião pública. Se por um lado a internet proporcionou às pessoas um acesso muito mais rápido e amplo ao conhecimento, por outro criou um problema gigantesco para quem quer se informar: as notícias falsificadas. O desafio agora é filtrar – uma tarefa difícil para quem se habituou a compartilhar sem analisar.
Em primeiro plano, com o advento da “Era da Informação”, a desinformação aumentou consideravelmente. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pelo o Instituto Reuters, mostrou que 72% dos brasileiros utilizam as redes sociais como fonte de pesquisas como por exemplo, o Facebook e Google. Tendo como base esse dado alarmante, muitos compartilham as postagens sem checarem o verdadeiro acontecimento, pois os cidadãos, em sua maioria, leem apenas as manchetes. Outrossim, a frase “as convicções são mais poderosas que uma mentira”, do filósofo alemão Nietzche, fica evidente que tais acessos são motivados na crença do indivíduo e não do que é verdade ou deixa de ser!
Numa análise mais profunda, a generalização desses dados acabam por desqualificar a credibilidade da mídia tradicional e em alguns casos, manipulando o indivíduo. Na Índia, citando caso análogo, sete pessoas foram mortas, em 2017, por causa dos Hoax’s -outra nomenclatura para FakeNews-. Além disso, como foi afirmado por Nietzche, é mais fácil a aceitação de uma noticia quando é a favor da própria certeza sobre o mundo. Nessa percepção, o Ministro alemão Joseph Goebbels, durante o Nazifascismo, convenceu a população que havia uma conspiração contra a Alemanha, devido suas manipulações de propagandas. Por conseguinte, motivados por ideologias, apoiaram o partido. Em suma, a intervenção do Estado se faz necessária, o Governo Federal com suporte da lei chamado de “Marco Civil da Internet”, em parcerias com empresas especializadas e profissionais da área de computação/tecnologia -após as devidas publicações- fazerem fiscalizações por meio de algorítimos tecnológicos (que selecionem determinadas palavras para a checarem no banco de informações), e seguido por aplicações de multas nessas pessoas que criaram tal postagem, como garante a Lei. Com o objetivo de tentar diminuir tantas notícias que, indiretamente, agridem o intelecto de pessoas e de empresas. Semelhantemente, com investimentos nessa questão e com a parceira e ajuda de organizações como o Facebook e Google, por exemplo, espera-se, com isso, uma diminuição desses tipos de informações e uma internet mais livre.