Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 18/02/2018

Durante a Segunda Guerra mundial, o partido nazista produzia propagandas que passavam uma imagem positiva dos campos de concentração, mascarando  as atrocidades cometidas nestes. Nessa perspectiva, depreende-se a continuidade da prática de proliferar notícias falsas visando o benefício próprio. Tal atitude é hodiernamente fomentada pelas tecnologias da informação e gera inúmeros transtornos à sociedade.

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade líquida, marcada pela liquefação de valores. Dessa forma, é oportuno salientar a notável atuação dos meios de comunicação de massa na propagação de informações distorcidas. Esses mecanismos, sobretudo a internet, têm ampliado significativamente a ação de pessoas que almejam conseguir atenção e acessos a seus sites. Assim, pleiteando o ganho financeiro que os muitos “clicks” proporcionam, disseminam notícias sensacionalistas, isto é, relatos sem compromisso algum com a verdade.

Sob essa ótica, ao retomar o contexto da Segunda Guerra, Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, afirmou em um discurso que “Uma mentira cem vezes dita torna-se verdade”. A partir desse pressuposto, infere-se o poder de influência exercido pelas fake news, cujos efeitos geram muitos descontentamentos entre a população. A título de exemplificação, no ano de 2016, circularam pelas redes sociais boatos de que a atriz global Laura Cardoso teria morrido, o que levou a artista a manifestar sua indignação em entrevista recente ao programa Fantástico.

Sendo assim, é imperiosa a necessidade de ação de empresas de serviços online, como Google e Facebook, que devem estar sempre buscando desenvolver mecanismos que detectem qualquer grau de ilegitimidade nas notícias. Isso deve ser feito por meio de incentivos financeiros a centros de pesquisas, a fim de garantir uma navegação segura a seus usuários. Outrossim, deverão ser analisadas questões educacionais, de modo a melhorar a conduta ética e moral dos indivíduos no meio virtual e evitar a formação de uma líquida era da desinformação.