Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/01/2018

Em plena revolução técnico-científica, a internet atua como um importante mecanismo de comunicação entre cidadãos e empresas de todo o mundo. Devido a tal importância, esse canal tem sido um dos principais alvos de um termo que se popularizou, principalmente, durante a campanha eleitoral de Donald Trump, eleito presidente dos Estados Unidos da América em 2016 e usuário frequente deste em seus discursos: as “Fake News” (notícias falsas, em tradução livre). Essas notícias aparecem, comumente, sob linguagem alarmante, com ausência de evidências, origens, detalhes e datas e têm como objetivo chocar o público, atraindo visibilidade para os autores de tais publicações físicas ou virtuais, o que pode gerar diversas consequências para as pessoas envolvidas nos boatos.

A crescente utilização da internet atua como fator determinante para que essas atinjam enorme contingente humano. Assim, as Fake News têm se disseminado de forma alarmante nas redes sociais, como o Facebook e o Whatsapp, e uma das razões para isso é a falta de conhecimento da população acerca da averiguação destas, o que leva ao compartilhamento de notícias que podem carregar informações capazes de gerar pânico ou indignação popular.

A título de exemplo vale citar o o caso de inúmeros macacos mortos devido à crença popular de que esses seriam os responsáveis pelo surto de febre amarela no sudeste brasileiro. Ademais, foi criado por meio das redes sociais um apelo popular para que cidadãos brasileiros deixassem de tomar vacinas ofertadas pelo governo, como a da febre amarela e a da rubéola, alegando que elas seriam capazes de causar microcefalia e outros males.

Dessa forma, é imprescindível o combate à multiplicação das notícias falsas, principalmente em razão das consequências trazidas por essas a título de informação ou mesmo violência gerada. Por isso, os governos devem se empenhar na criação de um órgão capaz de averiguar notícias amplamente divulgadas e, caso seja necessário, realizar correções ou mesmo excluí-las da rede. Essa medida seria responsável por promover maior conhecimento sobre os assuntos tratados, evitando que pessoas continuassem compartilhando informações sem fundamento e possivelmente prejudiciais. Além disso, governos estaduais devem promover palestras com profissionais acerca da educação digital, possibilitando informação geral sobre o problema em questão, o que possibilitaria aumentar o senso crítico dos habitantes. Por consequência, será possível a redução do número de casos e a consequente melhora da informação na era caracterizada como A era da informação.