Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/01/2018
A veiculação das “fake news” no mundo vem de épocas muito antigas, no entanto tem ganhado força nos dias de hoje pela rapidez de sua disseminação. Esse tipo de notícia tem a pretensão de impactar o público, conseguindo reafirmar uma opinião formada, além de ter proveito lucrativo, tendo em vista o uso de publicidades on-line, associado à falta de cultura, da maioria das pessoas, de averiguar noticiários.
A usualidade das redes sociais propiciou o aumento de empresas, blogs por exemplo, especializadas em difundir inverdades, por meio de notícias curtas ou publicidades, chamadas de iscas de cliques. As informações postadas, normalmente, tem teor sensacionalista, com critérios diversificados, sejam eles religiosos, políticos partidários, fofocas de celebridades, o qual desperta a curiosidade do leitor e quanto mais acessados, compartilhados ou curtidos faturam de acordo com a audiência. O Facebook, usado em média por duas bilhões de pessoas, orienta na sua diretriz de publicações a não disseminar conteúdos enganadores, no entanto tem travado uma batalha para diminuí-los.
Diante desse bombardeio diário de informações na era digital e da inquietude de uma sociedade que ler pouco e mal, posto que tende a não verificar de forma crítica quaisquer anúncios da “web”, tem-se aumentado a divulgação de informações sem credibilidade. Estudo realizado pela agência Advice Comunicação Corporativa, no ano de 2016, indicou que somente 30,5% dos brasileiros checam com frequência as notícias antes de difundi-las. Esse baixo índice é alarmante, uma vez que há mais chances de boatos inverídicos serem transmitidos e ajudar a reforçar um pensamento errôneo ou causar algo muito grave, como pode ser citado a morte de uma jovem, no ano de 2014, vítima de falsos rumores, que dizia que ela sequestrava crianças e fazia rituais de magia negra.
Logo, é necessário frear o alastramento de “fake news” na era da informação. Uma das principais precursoras para isso é a mídia, principalmente, por meio de propagandas televisas, pois abrange um número maior de pessoas, deve orientar a averiguar as informações lidas, frisando, essencialmente, a importância da fonte divulgadora. Ainda assim, é importante que a escola, interdiscipline o social ao digital, e por intermédio das aulas de informática ensinem aos jovens a analisarem as mensagens veiculadas. Dessa forma ter-se-á uma redução da propagação desse tipo notícia.