Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/02/2018
O ato de informar-se na era contemporânea tem imposto desafios a quem o faz, haja vista a imensa quantidade de notícias que é proliferada, principalmente nos meios através da internet, torna-se fácil tomar algo falso como verdade. É nesse contexto que se inserem as “fake news”, notícias falsas em tradução do inglês.
As fake news já existem há muito tempo, mas é na atualidade que têm conseguido maior sucesso, isso se deve, entre outros fatores, ao maior acesso à internet, paradoxalmente a era da informação se tornou a era da desinformação. Tornou-se muito fácil, com ajuda das redes sociais, disseminar notícias, incluindo-se aí as fantasiosas, não ficando mais restrito aos veículos jornalísticos de massa a tarefa de informar. Sites e blogs se beneficiam desse modismo, visto que as fake news geram muitos acessos devido aos seus títulos “caça-clique”, consequentemente gerando dinheiro em publicidade para os donos destas páginas, tem-se aí outro fator para a continuidade desse fenômeno.
Textos desconexos, com temas alarmistas e com pedidos para que se envie para outras pessoas, quase sempre fazem parte da receita para uma notícia falsa. Temas que envolvem questões de saúde, como o câncer, são os “favoritos” dos propagadores de fake news. Recentemente o médico Dráuzio Varella foi alvo de boatos envolvendo seu nome, onde em um vídeo, que foi amplamente repassado pelas redes sociais, uma jornalista inventava uma história sobre o câncer de mama, desencorajando mulheres a realizar o exame para detecção, e creditava esta informação em nome do referido médico, algo sem sentido e não condizente com a prática da medicina moderna.
A falta de ceticismo em relação à uma notícia acaba contribuindo para a aceitação das fake news. O desenvolvimento de mecanismos que possam frear esse problema, como a criação de leis mais específicas propostas pelo Estado para que se punam os responsáveis pela propagação, programas de inteligência artificial pelas empresas de tecnologia de forma a tornar menos relevante seu alcance seriam muito úteis.