Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/01/2018
De acordo com Nelson Mandela, ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que melhore e respeite a liberdade dos outros. Entretanto, o mundo virtual ainda não conseguiu se desprender das amarras de uma sociedade intolerante. Isso se dá porque, ainda no século XXI, a rápida divulgação de notícias falsas e a grande adesão dessas informações pela população são entraves recorrentes no cenário atual os quais precisam ser mudados.
É essencial pontuar de início, que devido o fato de qualquer pessoa poder compartilhar, sem nenhuma restrição, muitas vezes, sobre qualquer assunto nas redes sociais, levou a disseminação de conteúdos falsos tanto por pessoas cientes, quanto por pessoas inocentes em relação à veracidade do assunto. Prova disso foi o acontecimento, noticiado pelos jornais recentemente: foi compartilhado que uma moça era adepta ao candomblé e logo depois foi espancada.
É relevante ressaltar ainda a correspondência entre o progresso do tecido social e o tipo de ensino estabelecido; pois quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor. Essa relação existe porque é necessário uma educação digital concisa. É preciso educar os navegantes de rede a conferirem a fonte da informação e a não se levarem por uma manchete chamativa. É crucial pesquisar mais sobre o assunto e saber quem é o autor do compartilhamento.
Torna-se evidente, portanto, que o legado deixado por Mandela tem sido contrariado. Cabe às autoridades superiores investirem na área de tecnologia de informação (T.I), a fim de desenvolver ferramentas para facilitar o desvendamento de notícias “fakes” e para aumentar a segurança dos usuários. Além disso, cabe às mesmas autoridades fortalecer a educação digital, para que os jovens de hoje não sejam os futuros “fakers”, de modo a combater esta prática tão nefasta. Muito tem de ser feiro, entretanto o mais importante é dar o primeiro passo, a fim de alcançar a evolução do homem e da nação, como já dizia Oscar Wilde.