Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/10/2022

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história perfeita e ideal, fundamentada em leis justas e instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade. No entanto,é evidente que a realidade brasileira contemporânea distancia-se da ficção, uma vez que os perigos das fakes news na era da informação é um fator que impede a concretização da teoria de More. Diante disso, é importante destacar dois aspectos como principais impulsionadores da adversidade: a influência da mídia e a alienação social perante essa prática.

Em uma primeira análise é imperativo destacar a influências das mídias e dos meios de comunicaçãoes sobre o pensamento dos cidadãos como um dos fatores que corroboram para persistência do impasse. Consoante ao filósofo frânces Michel Foucalt, a normalização faz com que os indivíduos tenha repetições de falas de de comportamentos sem uma devida reflexão crítica de suas próprias condutas. Nessa lógica, é notório que o pensador está correto, visto que a população tende a repassar grande parte das informações que chegam a ela sem averiguar se tal notícia é de fato verídica com a realidade, apenas reproduzindo o que lhe é imposto pelos meis digitais e de comunicações, disseminando assim as fake news. Desse modo, é inadmissível que tal cenário perdure, caso contrário, trará graves prejuízos para o desenvolvimento da nação, haja vista que impede o corpo social de estar inteirado do que de fato ocorre na sociedade a qual pertencem.

Ademais, outro fator que vale a pena ser ressaltado é a alienação social diante dessa quetão. Nesse sentido, o ‘‘Mito da Caverna’’, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a enxergar o conhecimento da verdade em virtude do medo de sair de sua comodidade. Não distante da obra, percebe-se, nitidamente, a relação da sociedade no que diz respeito a busca da verdade na contemporaneidade, na qual os cidadãos são alheios dos fatos que ocorrem na corporação em que estão inseridos, pois é mais comodo apenas aceitar o que lhes é transmitido do que realmente ir atrás da verdade. Logo, é ináceitável que, em pleno século xxi, a volatilidade impacte os indíviduos de modo a haver a negligência um direito básico, o conhecimento.