Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/09/2022
Na clássica brincadeira “Telefone sem fio” o emissor passa uma mensagem que é transmitida até chegar ao último receptor. Nessa atmosfera, a frase dita, geralmente, chega diferente ao final do desafio. Com efeito, esse assunto abre margem para um tema em debate no Brasil: os perigos das “Fake News” na era da informação. Dessa forma, pode-se afirmar que o interesse jornalístico e a disseminação do ódio agravam esses entraves.
Nesse contexto, é perceptível que a ambição jornalística potencializa a produção de falsas notícias. Posto isso, o renomado filme “O abutre” retrata a esperteza de um jornalisa que cria suas próprias cenas catrastróficas para obter uma nova matéria. Sob essa ótica, ocorre que, por existirem muitos veículos informacionais, ser o primeiro a lançar uma nova “fofoca” é o que todos almejam. Logo, a disputa do domínio da informação ocasiona ações precipitadas, a exemplo da não verificação da veracidade dos fatos, manchetes sensacionalistas ou a criação do próprio conteúdo, como precedeu o personagem da película. Desse modo, é visto que o interesse do jornalísmo corrabora o aumento de “Fake News”.
Ademais, é notório que a hostilidade social fomenta o desequilíbrio psicológico dos indivíduos. Em 2022, o motivo do aborto feito pela jovem Clara Castanho, foi exposto de uma forma erronea e contra sua vontade, por dois jornalistas. Partindo dessa égide, as vezes, notícias falsas chamam mais atenção do que as verdadeiras, fazendo com que as pessoas as tenham como verdade absoluta, todavia trazendo empecílhos, a exemplo do cancelamento virtual, como sofreu a atriz. Por consequência, desestabilizando a vida de um indivíduo, que se não fosse pela falsidade da informação evitaria possíveis traumas psicológicos.
Portanto, é necessário que a mídia crie campanhas em que seja mostrada a importância da verificação de informações sobre qualquer reportagem, principalmente, antes de compartilhá-la. Nesse cenário, ela deve passar no horário nobre da tevê, duas vezes na semana, com a finalidade de alcançar um maior público-alvo. Além disso, o governo deve taxar todos os meios de comunicação que publicarem falsos conteúdos. Assim, ao contrário do jogo infantil, a informação será transmitida de forma correta ao povo brasileiro.