Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/10/2021
No livro “Utopia”, Thomas Moore retrata a ideia de uma sociedade isenta de conflitos, mas isso é algo muito longe da realidade. Fora da ficção, os indivíduos enfrentam muitos problemas de formas tendenciosas, como o que faz a fake news. Nesse parâmetro, a divulgação de notícias falsas ocasiona sérios dilemas, sobretudo na era da informação. Dessa forma, há os seguintes perigos inerentes a isso: a instabilidade nos âmbitos coletivos, na saúde, bem como a massificação das ideias das pessoas.
De início, destaca-se que uma das mais graves consequências das inverdades na era tecnológica é o comprometimento da saúde da população, haja vista que são diversos os cenários mundiais nos quais as pessoas recebem uma influência forte de determinados grupos que acreditam em algo e que prejudicam o próximo. Atualmente, o movimento “antivacina” é um dos maiores exemplos da falta de compromisso social coletivo, já que essa ideologia condicionou diversas pessoas no mundo a não tomarem a vacina contra o vírus da COVID-19 por propagarem, principalmente nas mídias, que a composição química faria algum mal e, até mesmo, que seria uma implantação de um chip comunista, ou seja, as pessoas que morreram não foram só vítmias da doença, mas também da falta de veracidade dos fatos. Com isso, observa-se que esse problema é de extrema preocupação, pois interfere, diretamente, na vida dos cidadãos que utilizam as mídias como canais informativos.
Além disso, um outro conflito causado pelas notícias falsas é a massificação da forma de pensar, o comportamento e os gostos dos indivíduos, como uma forma de controlar uma população. No livro “1984”, George Orwell narra um romance distópico de grande controle sobre as pessoas, as quais eram manipuladas por um governo que queria a fidelidade delas a um partido. Nessa linha de raciocínio, a notícia ilegítima exerce, praticamente, o papel desse governo arbitrário, sendo feita uma padronização de comportamento e de crenças em razão de uma maior facilidade ao ter que “manobrar” esses sujeitos, o que é bastante grave. Dessa forma, é perplexa a ideia de que algo que parece tão inofencivo pode ser capaz de causar grandes conflitos e que são capazes de comprometer não só a estabilidade, mas também a vida de quem está inserido nesse meio.
Por fim, são sérios os problemas da fake news na atualidade. Assim, os Chefes de Estado devem mitigar esse caos na saúde, por meio da propagação das informações verdadeiras, em canais abertos e propagandas nas redes sociais (como o Instagram), a fim de garantir a vitalidade dos cidadãos. Ademais, o Governo deve regularizar o poder de convencimento das mídias sobre a população, por intermédio de fiscalização e de punições eficientes, como multas, para quê as pessoas sejam críticas e livres.