Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/10/2021

Segundo o portal de notícias G1, no ano de 2013, no Guarujá, uma mulher foi espancada até a morte por seus vizinhos, pois Fake News estavam sendo espalhadas na internet, acusando-a de praticar magia negra. Analogamente a esse caso, a divulgação de noticiários equivocados se faz muito presente na sociedade brasileira, o que compromete, por exemplo, a tomada de decisão das pessoas e dificulta o bom andamento das relações sociais. Dessa forma, é fundamental analisar como essa prática pode comprometer ações democráticas - como eleições - e também a saúde do corpo social.

Primeiramente, é válido destacar que a propagação de mentiras na internet pode comprometer a democracia do país, haja vista que políticos podem ser prejudicados ou privilegiados com essas falsas informações advindas do meio digital. Sobre esse viés, há a notícia que rodou o Brasil, de forma on-line, em 2018, no período das eleições, na qual Jair Bolsonaro, juntamente com seu filho, teria chamado os nordestinos de “jegues”. Como consequência disso, milhares de brasileiros dessa região tiveram seus pensamentos influenciados e desistiram de votar no atual presidente. Com isso, evidencia-se que, embora a informação seja tida com Fake News, seus impactos são reais e prejudicam a democracia nacional, o que cria a necessidade de atenuar, rapidamente, esse infeliz dilema no Brasil.

Ademais, não só os aspectos democráticos nacionais são comprometidos, mas também a saúde e bem-estar populacional. Essa perspectiva pode ser evidenciada pela notícia que circulou nas redes sociais como Facebook e WhatsApp, no Brasil, em 2016, de que algumas vacinas contra o Sarampo teriam matado milhares de crianças. Essa situação, além de atrapalhar o calendário de vacinação, foi decisiva para fazer com que o país, até então livre, voltasse a ter casos da doença. Dessa maneira, pode ser observado que uma ideia, mesmo que mentirosa, se for abordada e repassada muitas vezes torna-se verdade e, mais do que isso, adentra a mente das pessoas, principalmente daquelas mais fracas de criticidade e muda suas perspectivas e opiniões, o que compromete, também, a conjuntura social.

Evidenciados os perigos das Fake News na era da informação, torna-se necessário buscar maneiras de tornar essa infeliz situação escassa no Brasil. Portanto, é mister que o Governo Federal, como instância máxima da nação, através do Ministério da Saúde, formule um Plano de Combate às Fake News, que deverá promover campanhas publicitárias televisivas com figuras influentes, como Dráuzio Varella, cantores e atores, para falar dos malefícios dessa prática e como ela pode prejudicar os aspectos democráticos da população, bem como influenciar situações que vão contra a saúde, como ocorreu no ano de 2016 com o Sarampo. Tudo isso deve ser feito a fim de tornar as notícias falsas escassas digitalmente e contribuir na formulação de uma sociedade democrática, saudável e crítica.