Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/10/2021

Steve Jobs, fundador da Apple e uma das figuras mais emblemáticas do século XXI, popularizou o slogan “a tecnologia move o mundo”. Duas décadas depois, é fato que a Globalização – fenômeno promovido pelos meios de informação e facilitado pelos aparelhos eletrônicos – além de ter transformado as relações interpessoais nas redes, também serviu de cenário para o aumento do alcance das chamadas “fake news”. Nesse sentido, a partir da análise dessa questão, percebe-se que a disseminação de notícias falsas na era da informação é motivada por diversos interesses, e traz sérias consequências à sociedade civil.

Em primeiro plano, é necessária a compreensão de que a prática de manipular a veracidade da informações não data dos dias atuais, uma vez que foi bastante incentivada pelo Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels. Atualmente, entretanto, as fake news estão inseridas em um cenário ainda mais complexo, haja vista que não estão mais restritas ao âmbito político, e são compartilhadas mais rapidamente –  fato que pode ser ratificada por estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets, em que foi concluído que as fake news nas redes sociais se espalham 70% mais rápido do que notícias verdadeiras. Fica claro, pois, que enquanto não forem criadas medidas mais eficazes de combate à prática, o problema persistirá.

Ademais, é pertinente ressaltar os prejuízos causados pela disseminação de notícias falsas. Sob essa perspectiva, as fake news, por serem sustentadas por interesses diversos, podem servir a inúmeros propósitos: prejudicar a imagem de determinados indivíduos ou empresas, gerar alarmismo e medo na população, lucratividade financeira aos autores, entre outros. Desse modo, a prática caracteriza-se como um ato não democrático, ao passo que infringe os valores de bem-estar da sociedade, previstos pela Constituição Cidadã de 1988.

Portanto, conclui-se que medidas devem ser tomadas a fim de solucionar o impasse. Urge que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Justiça, amplie o combate às fake news nos meios de comunicação. Para tanto, devem ser repassadas mais verbas para a implementação de melhorias nos canais de denúncia, com o objetivo de otimizar a fiscalização. Além disso, é imprescindível que o Ministério em questão promova propagandas informativas nas redes sociais, para instruir a população na identificação de notícias falsas. Assim, somente com esses esforços, será possível pôr fim às fake news na era da informação – construindo, com isso, uma cultura digital mais democrática, conforme defendia Steve Jobs.