Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/10/2021
A acessibilidade à internet acompanha a população contemporânea. Congruente, o bombardeio de informações instalou-se na rotina dos indivíduos. Conforme o avanço dos meios de comunicação e da integração das redes sociais, o tangível acesso a dados e pesquisas se tornou um lugar propício à disseminação de fake news. Assim, a notícia transformou-se em um dos principais problemas que preocupa a geração digital. Por isso, os fatores que expõe o perigo da dispersão dessas notícias são a não averiguação das fontes e a alienação social.
Precipuamente, o tempo é o agente condutor da vida dos indivíduos, em virtude disso, há falta de tempo para autenticar a veracidade das fontes lidas. Diante disso, ler notícias que não absorvam tempo é determinante para atualizar-se sobre os acontecimentos no mundo. Em contrapartida, essas ações geram o compartilhamento de notícias falsas. Consoante uma pesquisa divulgada pela empresa Kaspersky, 62% dos brasileiros não sabem identificar uma fake news. À vista disso, a falta de reconhecimento dessas notícias dificulta a formação do senso crítico. Logo, uma sociedade assim concebida é composta por cidadãos alienados.
Nessa conjuntura, o mito da caverna de Platão mostra que os indivíduos dentro da caverna estão alienados, sem conhecimento do mundo e sem informações factuais, por isso não conhecem a luz. Alternativamente, comparando a luz com a distinção de notícias verdadeiras e falsas, é ela que leva o ser humano a obter informações admissíveis, enquanto na caverna, a não verificação de notícias corrompidas, apenas coadjuva para uma sociedade retrógada. Assim sendo, a proliferação de notícias questionáveis ratifica o quanto a regência do tempo, no hodierno, construiu uma sociedade sem luz.
Portanto, é cristalino que o Ministério das Comunicações (MCom), junto as mídias sociais, deve compartilhar indicações de fontes seguras nas mídias sociais oficiais desse órgão e em redes televisas abertas para que ocorra um maior alcance populacional e esses sigam e acompanhem sites com informações confiáveis. Destarte, haverá menos indivíduos desinformados e cada vez menos alastramento de fake news. Ademais, o MCom, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), precisa ensinar desde a infância sobre este tipo de matéria com dados errôneos, com aulas extracurriculares e dinâmicas, a fim de ajudar no futuro na identificação desses sites e compartilhamentos. Desse modo, diminuirá a divulgação das notícias equivocadas, pois um país bem informado tem indivíduos não alienados, ou seja, uma sociedade com luz.