Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2020
É inegável que a mídia tem um impacto profundo na vida das pessoas. No século XXI a internet se tornou um dos principais meios de comunicação e, por sua praticidade e eficácia no compartilhamento de notícias, tornou-se um alvo para quem usa seus benefícios para criar notícias falsas. Dessa forma, muitos setores vêm se aproveitando dessa fragilidade, para enganar as pessoas através das “Fake News”. Nesse contexto, não há dúvidas que a persistência desse problema deve ser combatida.
As “Fake News”, termo estrangeiro que designa notícias falsas tomadas como verdadeiras, vêm aparecendo constantemente na internet como um recurso para verificar argumentos, que em extensão considerável, são tendenciosos. Um grande exemplo disso é o caso de uma mulher, divulgado pelo portal de notícias “G1”, que fora espancada pelos seus vizinhos até a morte por conta de um boato espalhado nas redes sociais, o qual a descrevia como “praticante de magia negra”. Isso demonstra que muitos crimes de caráter verbal ou físico são motivados por falsas notícias.
Além disso, “notícias” não são apenas difamatórias, mas também têm uma finalidade financeira. Para muitas pessoas que usam páginas da Internet, o número de visualizações do site determina o valor de seus lucros. Do ponto de vista social, esse fato foi comprovado por empresas do setor como o “Facebook”, o que é chocante porque, além de ser fácil distribuir esse tipo de conteúdo, essas pessoas também são motivadas a isso. Durante as eleições, isso se tornou uma “arma política” extremamente perigosa, que nos expõe ao perigo de notícias falsas.
Dado o exposto, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reduza os casos de notícias falsas na Internet, estabelecendo parcerias com empresas privadas para desenvolver ou aprimorar aplicativos gratuitos que verifiquem a veracidade de sua divulgação na Internet. Ademais, que o Ministério da Justiça condene severamente aqueles que lucram com notícias falsas, determinando que a página ou site que fornece essas informações seja encerrado.