Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/10/2020

Durante a Idade Média, boatos sobre bruxas geraram muitas mortes, um exemplo a de Joana D’Arc. Entretanto, apesar de que isso ocorreu em séculos antepassados, as “Fake News” ainda percorrem na contemporaneidade brasileira, o que causa transtorno e temor nas pessoas. Visando isso, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.

A princípio, vale ressaltar que as notícias falsas tem mais força nas redes sociais. Uma prova disso, foi o caso da mulher morta no interior de São Paulo, que teve sua imagem manchada por sua amiga, que dizia que ela matava crianças em rituais, causando a caça mortal da própria. Análogo a isso, estão cada vez mais frequentes casos como esse, quando pessoas de má indole criam noticias falsas e sem saber de nada, os internautas espalham rapidamente pelo mundo digital. Dessa forma, não é desconhecido que Hitler já usava dessa ideologia para promover sua imagem durante a 2° Guerra Mundial.

Ademais, convém frisar que a mídia é umas das propulsoras do problema. A circulação de fake news tem se tornado um grande lucro para empresas que se utilizam desse artifício, por exemplo, uma menina cega que ganha 0,10 centavos por cada compartilhamento, dicas sobre um remédio proibido que emagrece muito em pouco tempo e falsos produtos contra a calvície são manchetes fictícias que estão lucrando em cima da falta de bom senso das pessoas, para venderem suas mercadorias ou divulgarem suas páginas. Dessa forma, conforme afirmava os filósofos Adorno e Horkheimer, o sistema capitalista implanta a necessidade de consumo ligada à pseudo-felicidade.

As Fake News, portanto, representam um impasse no meio social brasileiro. Para resolver, o Ministério da Justiça deve levar a situação a outro nível, por meio da implantação de multas ou até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas que divulgam produtos fálidos, quanto para os internautas que cometerem esse crime. Além disso, a criação de mídias socias conscientizadoras, são uma ótima opção que as ONG’s juntamente com seus parceiros midiáticos podem exercer. Nela, os navegantes seriam guiados a olhar a fonte, as datas e todas as informações importantes da matéria, a fim de comprovar sua veracidade. E, por último, o Poder Legislativo deve investigar todos os casos de grande ou média percussão das fake news, como o ocorrido em São Paulo, para julgar e punir os agressores que estão atrás das telas. Talvez, dessa maneira, as notícias falsas fiquem apenas no contexto histórico.