Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/06/2020

Na década de 1930, Getúlio Vargas elaborou, em conjunto com exército, o Plano Cohen, um falso artigo com premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. Na contemporaneidade, especialmente no Brasil, a propagação de notícias falsas com interesses individuais está cada vez mais evidente, causando problemas principalmente na esfera social. Diante disso, indubitavelmente, tal conjuntura advém da falta de uma boa base educacional, além da rapidez de como as notícias inverídicas são disseminadas na internet.

Vale ressaltar, a princípio, que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Desse modo, levando em consideração que o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na sociedade. Segundo a Universidade de São Paulo (USP), cerca de 12 milhões pessoas compartilham fake news, especificamente sobre política. Diante de tal contexto, as pessoas não se preocupam com a veracidade das informações e isso pode ser perfeitamente observado em campanhas eleitorais. Por conseguinte, tal fato denigre a imagem da oposição para a população, fazendo com que percam popularidade eleitoral.

Além disso, deve-se pontuar também que, a velocidade da disseminação de inverdades é um impulsionador do problema. Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, após estudos realizados por cientistas, as fake news se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Diante do exposto, isso acaba dificultando o corpo social para saber se as informações são verídicas ou não, já que muitas vezes, elas tomam escala nacional, fazendo menção ao pensamento do político alemão Joseph Gobbels, “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”.

Conforme o analisado, é inegável que ações devem ser realizadas para combater o impasse acerca dos perigos das fake news na era da informação. Cabe ao governo, por meio do poder legislativo, elaborar uma lei que criminalize a divulgação de notícias falsas, de modo que o povo seja privado de conviver com esses informes prejudiciais ao desenvolvimento social. Por fim, cabe à mídia atuar na conscientização da comunidade sobre mecanismos para identificação de informações falsas, como checagem de fontes e leitura completa da matéria, a fim de que o tecido social não viva na realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.