Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/06/2020
Machado de Assis, em sua fase realista despiu a sociedade Brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebesse aspectos semelhantes no que tange a questão dos perigos das Fake News na era da informação. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a divulgação de informação falsas e falta de conhecimento por quem compartilha.
Em primeira análise, a divulgação de informação falsas mostra-se como um desafio a resolução do problema. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes na história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão deste problema, pois, certas informações falsas que são divulgadas podem aparentar serem confiáveis, que influenciam a falta de pensamento racional. Assim, sem a presença de uma logica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Além disso, os perigos das fake News na era da informação encontra terra fértil na falta de conhecimento por quem compartilha. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a fake News seja resolvida, faz-se necessário debater sobre. No, entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere-se a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer a pauta esse tema e debate-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Portanto, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os perigos das fake News na era da informação nos ambientes escolares. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de convidados especialistas no assunto. Além disso, os eventos não devem ser limitar apenas aos alunos, mas serem abertos á comunidade, a fim de que mais pessoas compreenda as questões relativas aos perigos das fake News e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resolução. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Beavouir: ‘’Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos’’.