Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/10/2018
Conforme afirmou o ministro de propaganda nazista de Adolf Hitler: " Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade." Hodiernamente, no Brasil, o compartilhamento de notícias falsas e infamantes nas redes sociais é uma prática recorrente. Nesse viés, a má aplicação da Constituição culmina em impactos negativos em vários âmbitos sociais. Logo, combater a propagação de “fake news” é um dos principais desafios contemporâneos.
A princípio, a Constituição Federal Brasileira garante a integridade física e psicológica de todos os indivíduos e tipifica como crime a calúnia, injúria e difamação. Entretanto, segundo o Relatório Digital de Segurança cerca de 9 milhões de brasileiros foram impactados por notícias falsas no primeiro trimestre de 2018. Por essa ótica, nota-se que a lei não é cumprida na prática.
Outrossim, cabe ressaltar que o advento das redes sociais propiciou a ampliação da questão, ou seja, com a internet os boatos alcançam uma maior abrangência de pessoas em curta velocidade. Entre os exemplos, está o boato o qual dizia que o médico Dráuzio Varella desaconselhava as mulheres a realizar o exame preventivo de câncer de mama, causando um grande prejuízo a saúde pública. Diante disso, é perceptível que além de comprometer os direitos civis, as “fake news” também afeta a sociedade e deve ser combatida.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. É preciso que o Ministério Público em conjunto com as Empresas de mídias sociais, realizem campanhas intensivas de fiscalização e punição de quem cria conteúdos falsos para ser compartilhado, a fim de coibir essa prática. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação capacite os professores, por meio de cursos a distância, para implantar debates em sala de aula sobre o tema, com o objetivo de tornar os alunos cidadãos mais analíticos. Também é importante que a Mídia divulgue campanhas informativas alertando a população sobre o assunto. Assim, obtém-se a perspectiva de atenuar o impasse.