Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/10/2018
Ao analisar a manifestação do pensamento humano após a revolução tecnológica, é possível notar que as redes sociais ganharam destaque no Brasil e no mundo, tendo em vista que a internet é um espaço público. Entretanto, essa abrangência virtual pode ser prejudicial para a comunicação, pois a veracidade das informações oferecidas nem sempre é checada. Nesse contexto, cabe analisar como as notícias falsas se proliferam e, também, analisar os impactos negativos que elas causam no corpo social.
É determinante, em abordagem inicial, compreender por qual mecanismo essas notícias adulteradas se propagam. Nota-se que a internet é um universo constituído por hipertextos, ou seja, por palavras e imagens conectadas em uma espécie de rede, que organiza o pensamento de maneira não linear. Nessa lógica, a aquisição de informações se torna rápida e dinâmica, porém, rasa, tendo em vista que o usuário, ao navegar superficialmente pelos conteúdos, absorve apenas referências fragmentadas ou, nos piores casos, desprovidas de uma fonte segura. Portanto, a forma como as informações são dispostas virtualmente possibilita a obtenção e posterior disseminação de notícias falsas na contemporaneidade.
Outra questão pontual a ser estudada são os impactos negativos que as notícias sensacionalistas e inverídicas provocam na sociedade, principalmente no que tange ao âmbito político. Vê-se, pois, que durante o “Brexit”, ou seja, a proposta de saída inglesa da União Europeia, o fenômeno das “fake news” veio à tona mundialmente, tendo em vista que ele foi acusado de influenciar a votação da população britânica. No cenário brasileiro, é possível destacar a propaganda oficial do candidato Jair Bolsonaro, que divulgou informações falsas sobre um suposto “kit gay” e, por essa razão, foi retirada do ar a pedido do Tribunal Superior Eleitoral. Logo, é inegável a influência e o perigo dos conteúdos enganosos sobre as decisões da população global.
Diante dos argumentos apresentados, salienta-se que as notícias falsas estão intimamente relacionadas com a internet. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação oferecer a educação digital nas escolas, por meio de orientações acerca da utilização das informações disponíveis no universo virtual, com o propósito de ensinar os jovens alunos a buscar a veracidade das notícias e, assim, estimulá-los a tomar decisões futuras com responsabilidade e sem a influência dos conteúdos sensacionalistas. Ademais, é fundamental que a Esfera Legislativa, por meio da sua soberania nacional, crie leis que tipifiquem como crime a produção das notícias falsas. Desse modo, as “fake news” não comprometerão a comunicação e a informação do povo brasileiro.