Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2018

No contexto social vigente, as trocas de informações fluem de modo acelerado, sendo repercutidas na sociedade brasileira quando se trata de comunicação. Diante disso, a ausência de tempo reflete no consumo em demasia de dados, ocasionando a não checagem da veracidade dos fatos, acarretando o compartilhamento indevido. Em virtude disso, as informações falsas se espalham cada vez mais na sociedade brasileira.

Primeiramente, é necessário analisar a repercussão de notícias na internet. Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusett, apontou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras. Isso se deve as manchetes de cunho sensacionalista, que reforçam a predisposição do indivíduo a buscar e compartilhar informações que se alinhem com seus ideais.

Ademais, a criação de Fake news é motivada pelo desejo consciente de causar prejuízo aquele que é objeto do conteúdo falso. De acordo com o laboratório de segurança da DFNDR, 95% das notícias falsas são disseminadas pelo aplicativo Whatsapp. Nessa perspectiva, é um erro acreditar que as Fake News prejudicam apenas pessoas públicas, como o caso de uma mulher que, em 2014 veio a óbito após boatos que associavam seu nome e imagem ao assassinato sequestro  de crianças.

Em suma, é necessário a checagem da fonte de informações e punição dos propagadores de notícias falsas. Dessarte, é dever da mídia em consonância com a sociedade, conscientizar a população a cerca da importância de detectar e combater as Fake News, a partir de comerciais que provoquem debates esclarecedores sobre o repasse de informações sem a mínima análise. Ademais, cabe ao Governo, por intermédio de órgãos competentes a criação de políticas públicas competentes de conscientização em massa e de leis que penalizem os responsáveis pela propagação de dados falsos. Dessa forma, conseguiremos uma maior democratização das informações.