Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2018

Rede de  mentiras: não compartilhe essa ideia

É indubitável que o advento das novas tecnologias tem facilitado a vida dos brasileiros na busca pelo saber com um simples e rápido acesso à internet.  A busca por atualização em tempo real gera compartilhamento de notícias falsas. Em meio à rede, o que antes era fácil torna-se um emaranhado de mentiras.

Em primeiro lugar, é evidente que, em meio à era digital, a disseminação de informações pode atingir todas as camadas sociais e etárias. Nesse sentido, em ambiente escolar, por exemplo, os jovens e adolescentes com o intuito de denegrir a imagem de algum colega, compartilha mensagens de conteúdo duvidoso - conhecido como cyberbullying. Isso pode gerar transtornos psicológicos aos envolvidos, tais como, depressão, síndrome do pânico, ansiedade e reclusão social.

Além disso, outro fator agravante é a falta de senso crítico e questionador dos que visitam as páginas da internet. Nesse contexto, cada vez mais conectados com o mundo virtual e desconectadas com o bom senso, a propagação de mentiras pelos usuários ocorre por falta de checagem da fonte publicadora da notícia e interpretação textual. Isso ocorre em páginas como, por exemplo, de cunho humorístico que possuem títulos e conteúdos compreendidos e compartilhados erroneamente.

São necessárias, portanto, medidas no combate ao compartilhamento de notícias falsas. O Ministério da Comunicação deve intensificar as campanhas de conscientização, em todos os meios de interlocução, a fim de atingir  todas as camadas sociais e fiscalizar as mensagens suspeitas. A escola, em conjunto com a família, deve promover o incentivo à leitura para melhorar o senso crítico, a retórica e interpretação textual, em todas as faixas etárias. E, por fim, nos abster, como cidadãos, de compartilhar mentiras em meio à rede.