Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 22/10/2018
Desde o início da globalização e a ascensão da literatura Quinhentista, entende-se a dificuldade da divulgação de informações e fatos sem vieses ideológicos. Entretanto, ao observar os perigos das Fake News na era da informação essa ideia da dificuldade é mantida e impulsionada não só quando a descrição dos eventos ocorre de modo enviesado pela mídia, mas também pela criação de fatos irreais por agentes tradicionais ou não. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências da transmissão de notícias falsas.
Sob tal viés, é indubitável que com o avanço das Fake News a sociedade tende a se tornar mais desinformada e alienada. Tal fato é corroborado pela facilidade de disseminação e criação das falsas informações, pois com a massificação da internet e aplicativos de comunicação o próprio usuário inexperiente é um colaborador desse sistema por estar mais vulnerável às notícias divulgadas por familiares e amigos do que por fontes confiáveis. Dessa maneira, as decisões públicas podem ser prejudicadas ou tomadas baseadas em mentiras, haja vista que 6 a cada 10 eleitores da eleição de 2018 se informam pelo WhatsApp, segundo o Datafolha.
Outrossim, destaca-se os custos governamentais com medidas de combate as Fake News. Desde de o início da atual recessão econômica do Brasil, em 2014, os gastos do governo têm que diminuir para que a economia volte a crescer, um exemplo disso é a PEC que limita os gastos do governo por 20 anos. Porém com o avanço dos perigos da Fake News, o Estado terá que gastar com medidas profiláticas, apesar de situação financeira do país.
É evidente, portanto, que ainda há desdobramentos negativos das Fake News. Destarte, é necessário que o Estado incentive a criação de propagandas conscientizadoras para usuários novos e de agências checadoras de fatos, através de recursos do governo e doados pela população, de modo que essas agências atuem online informando e desmentindo, a fim de que diminua as consequências das falsas informações. Assim, a democracia idealizada pelo filósofo Habermas, de deliberação popular com as diversas entidades democráticas, seja construída sem bases errôneas.