Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/10/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa os perigos das Fake News, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados como a falta de difusão de educação digital efetiva para sociedade civil e ausência de mecanismos constitucionais que punem essa prática.
Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de difusão de educação digital a fim de reduzir o compartilhamento e divulgação de Fake News é um dos principais desafios no combate as mesmas. Uma prova da importância da educação popular sobre formas de combate a Fake News para a resolução do impasse está na frase do educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, vê-se que o frágil conhecimento da sociedade civil a respeito da educação digital sobre Fake News funciona como uma base forte para esse tipo de problema, perpetuando-o.
Ademais, convém frisar que a falta de mecanismos constitucionais, como a criação e aplicação de leis nacionais que punam os autores de Fake News, é também um dos principais problemas no combate a estas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo, que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a falta de tais mecanismos para o combate a Fake News rompe com essa harmonia, haja visto que impede que autores e divulgadores das mesmas sejam punidos, dificultando a resolução da problemática. Apesar disso, não se observa ações efetivas para criação de mecanismos constitucionais para o combate de Fake News por parte dos órgãos responsáveis.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que o Ministério da Educação crie cartilhas práticas de educação digital e boas práticas na internet, distribuindo-as nas escolas, a fim de incentivar a médio prazo o aumento da instrução popular sobre formas de combate a Fake News. Além disso, é essencial que o Governo Federal,amplie a criação, aplicação e divulgação de leis nacionais que criminalizem autores de Fake News, com objetivo de reduzir a médio prazo, a vinculação e circulação de Fake News. Logo poder-se afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para cumprir os ideais iluministas benéficos a sociedade civil brasileira.