Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/10/2018

Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler e seu ministro da propagando Joseph Goebbels utilizavam-se das notícias falsas para enaltecer a imagem e a ideologia nazista em detrimento da cultura de outros povos. Embora date de décadas atrás, ludibriar indivíduos tendo como ferramentas notícias inverídicas para disseminação de interesses pessoais, perpetuasse hodiernamente no Brasil. Assim, é imprescindível analisar os fatores que contribuem para esse cenário e seus desdobramentos na sociedade.

A princípio, estar na era da comunicação permeia uma linha tênue entre o controle e a democratização dos meios informacionais. Nesse sentido, o mercado das “fake news”  tem encontrado lacunas para para se fortalecer e persuadir a sociedade, haja vista que o individualismo e a cultura imediatista — os maiores conflitos da pós-modernidade defendido pelo sociólogo Zygmunt Bauman, colaboram para a difusão de notícias errôneas sem uma análise criteriosa na veracidade da informação. Nesse viés, esse quadro fomenta a alienação dos indivíduos e fere a democratização do acesso à informação — prevista na Carta Magna de 1988.

Em detrimento dessa questão, de acordo com a pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, mais de 12 milhões de brasileiros compartilham notícias falsas nas redes. À vista disso, o alcance em dimensões globais que a internet possibilita, implica aparecimento do controle informacional sobrepondo os interesses pessoais sobre os interesses coletivos — objetivo da indústria “fake news”. Desse modo, a população perde o poder da análise crítica dos conteúdos difundidos e tornam-se vítimas de constantes influências, além de propiciar um ambiente de desinformação. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant desenvolveu a teoria do Imperativo Categórico, na qual é dever de todos construir um agir de bem universal para o progresso ético da sociedade. Sob tal ótica, torna-se indubitável reeducar a população para o uso adequado e ético dos meios informacionais.

Infere-se, pois, reconhecer e combater os perigos da alienação que advém das “fake news” no Brasil. Para isso, é imperativo que o Ministério da Educação, em conjunto com escolas e universidades promovam uma educação digital, por intermédio de seminários com profissionais da tecnologia da informação e alunos, a fim de possibilitar um estudo crítico a cerca dos conteúdos difundidos em rede e, consequentemente combater esse controle informacional. Ademais, os meios midiáticos devem instruir à sociedade na pesquisar da veracidade das notícias disseminadas, por meio das suas propagandas e enredos engajados, assim poder-se-á garantir o acesso à informação prevista na Constituição e erradicar esse legado histórico.