Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/10/2018
As “fake news” são notícias falsas muito compartilhadas nas redes sociais. Infelizmente, com a expansão da Internet, elas estão ganhando mais força e, consequentemente, um impacto maior na sociedade. Em primeiro lugar, é preciso saber o porquê de tanta circulação de notícias adulteradas.
É preciso ressaltar, que os motivos das “fake news” são vários, os quais podem ser de interesse financeiro, e o que mais circula pela internet, o de interesse político, com o objetivo de denegrir a reputação de um partido ou pessoa com base em inverdades. Um exemplo de motivação política é o caso Marielle, no qual após o assassinato dela foram compartilhadas notícias falsas, que ela tinha tido um relacionamento com um traficante, apenas para prejudicar a imagem dela. Isso mostra a gravidade do problema e como é perigoso que acontece na Internet.
Além disso, Bauman, filósofo polonês, dizia que “na sociedade contemporânea emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações”. Com tantos casos de notícias falsas, está ocorrendo a desmoralização do jornalismo, já que com tantos casos de boatos, a sociedade não tem mais tanta confiança nos jornais e acaba causando a desvalorização do trabalho da “mídia séria”, que são aqueles que não fazem notícias adulteradas, que é uma fonte confiável e buscam sempre a verdade. Isso mostra que os casos de “fake news” são casos puramente individualistas que não beneficiam ninguém.
Portanto, é necessário medidas cabíveis para combater a circulação da notícias falsas. Dessa maneira, a sociedade, ao lerem um noticiário, deve desconfiar se ela fictícia ou não, checar se a fonte é confiável e se calunia ou difama alguém para que não seja manipulada e não compartilhar tal informação. Por conseguinte, o Poder Legislativo, onde se cria e aprova leis, poderia criar uma lei que punisse quem cria uma “fake news”, principalmente de alguma pessoa pública, para que as notícias sejam combatidas. Ademais, a mídia poderia fazer propagandas, por meio da Internet, redes sociais e propagandas na televisão, com o intuito de que alerte os cidadãos. Assim, o problema poderá ser reduzido.