Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/10/2018

A propagação de notícias e fatos falsos ou distorcidos é comumente designada pelo termo estrangeiro “Fake News’. Essas abalam a credibilidade da imprensa séria e adquire enormes proporções devido à sua rápida velocidade de reprodução na internet. É inquestionável que o direito à informação promulgado pela Constituição de 1988 deve ser respeitado e garantido a todos.

Em primeira análise, vale ressaltar um antecedente histórico ligado a essa questão, conhecido como Plano Cohen, que no governo getulista enganou a população da época, permitindo a instalação de uma ditadura Estadonovista. Hoje, vem à tona a crueldade trazida pelas “Fake News”  e evidencia-se o caso da mulher Fabiana, cuja morte ocorreu após falsos ataques relacionados à magia negra. A periculosidade envolvida na propagação de fatos distorcidos impede o acesso à informação segura e contribui para a manipulação e alienação em massa.

De fato, o agravamento da problemática se dá pela rapidez do compartilhamento das notícias falsas na internet e em vários meios de comunicação. Isso é comprovado e registrado pelo jornal Folha de São Paulo, que noticiou um aumento de 60% no acesso a páginas virtuais que publicam “Fake News” nas redes sociais. Em segunda análise, enfatiza-se o universo cinematográfico, que mostrou as consequências ruins e os problemas decorrentes das informações errôneas no filme " O preço de uma verdade “.

Dessa maneira, identifica-se o papel da escola como fundamental no combate a esses fatos distorcidos. O Ministério da Educação deve promover aos estudantes a capacidade de identificação das “Fake News”, por meio de aulas de informática mensais,com professores capacitados tecnicamente, a fim de diminuir a parcela de pessoas enganadas e permitir a volta de credibilidade da imprensa tradicional. Assim, com a informação atrelada ao conhecimento, o progresso do Brasil será feito sem enganos e mentiras.