Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/10/2018
Facebook; WhatsApp; Twitter; Google; Ferramentas tecnológicas que diminuem distâncias e facilitam o acesso à comunicação. Em contrapartida, tornaram-se portas de entrada para a disseminação de notícias falsas, as chamadas “Fake News”, na qual configuram um dos maiores imbróglios do meio digital da era pós moderna, causada por fatores sociais e econômicos. Devido a isso, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
É primordial destacar que um dos objetivos das notícias enganosas é ofender ou comprometer a reputação de algo ou alguém, a exemplo da Segunda Guerra Mundial, esta que o governo nazista utilizou com êxito as Fake News com a perspectiva de denegrir a imagem dos judeus. Nesse sentido, a falta de leis específicas para o campo virtual, inclusive uma que puna o autor da informação, contribui para a perpetuação do problema, pois ele utiliza o “anonimato” como uma arma a seu favor, aproveitando-se da inexistência de mecanismos punitivos.
Segundo o filósofo iluminista John Locke o ser humano é uma tela em branco a ser preenchida com experiências e informações. Nesse sentido, é importante refletir sobre as divulgações incertas que o contingente demográfico preenche-se, uma vez que compartilham antes de ler e ponderar acerca da veracidade dos fatos. Além disso, outro risco da Fake News é que ela induz o leitor a baixar algo perigoso ou causar alarde e mobilizar para situações irreais ou já superadas, a fim de roubar informações e ganhar mais visualizações e dinheiro com a estratégia de títulos sensacionalistas. Portanto, a falta de percepção populacional do perigo que é compartilhar uma notícia que não condiz com a realidade é consequência da recente tecnologia, cujos usuários desconhecem as desvantagens.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver o impasse. Portanto, cabe ao Poder Legislativo criar leis para o âmbito virtual, especificamente uma que tipifique a criação de Fake News como um delito grave. Ademais, cabe aos mecanismos de pesquisa como o Google a criação de algoritmos capazes de identificar as informações irreais no momento da postagem sendo necessário excluí-las imediatamente, a fim de acabar com a disseminação delas. Por fim, os meios de comunicação de massa devem desenvolver campanhas de combate à Fake News, mostrando impactos da disseminação destas e incentivando a população tupiniquim à procurar a veracidade dos fatos, visando acabar com as falsas notícias e, desse modo, o âmbito virtual estará livre de um dos seus maiores problemas.