Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/10/2018

Desde os séculos passados a circulação de informações falsas faz-se presente na sociedade. Contudo, com o advento da rede mundial de computadores e das redes sociais, o compartilhamento das conhecidas ‘‘fake news’’ tornou-se comum. No entanto, essas notícias falsas carregam consigo perigos no tocante à imagem moral das vítimas e provocam insegurança política e, por essa razão, devem ser combatidas.

Como supracitado, o comprometimento da imagem pessoal é um dos perigos para as vítimas de ‘‘fake news’’. Análoga as leis newtonianas, toda ação resulta numa reação de igual intensidade no sentido inverso, assim também é com as notícias falsas. Logo, a ação de compartilhar uma notícia falsa acerca de alguém acarreta na reação de comprometimento da integridade moral e física do indivíduo que, por ser feita via online, exclui o direito de defesa.

Além disso, a insegurança política é outra característica dos perigos causados pelas notícias falsas. Segundo Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Com isso, na perspectiva eleitoral, a disseminação de informações falsas, disparadas por mecanismos robóticos de produção, comprometem a imagem de um candidato visando favorecer outro, de modo a manipular resultados eleitorais. Prova disso, é a eleição do americano Donald Trump que, segundo a revista Forbes, foi proporcionada graças a ação de ‘‘fake news’’ acerca de sua oponente, a democrata Hillary Clinton.

Diante do exposto, urge que medidas sejam tomadas para reduzir os perigos das ‘‘fake news’’ na era da informação. Logo, cabe ao poder judiciário criar uma lei específica objetivando punir os formuladores e propagadores, via internet, de notícias falsas. Ademais, cabe às redes sociais criar mecanismos que facilitem a reportação de notícias falsas como alternativa para punir aqueles que a reproduzem visando garantir a segurança moral e política dos indivíduos.