Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/10/2018
O governo de Adolf Hitler foi marcado pela disseminação de falsas notícias que tencionavam atrair apoio e semear o ódio contra indivíduos que não pertencessem à raça ariana. Nesse sentido, Hitler utilizava de diversas propagandas para induzir as pessoas a pensar de acordo com o que o regime nazista queria. Diante disso, é possível inferir que as informações falsas são um perigo à medida que interferem na democracia e são usadas como instrumento de manipulação governamental.
Nesse viés, ressalta-se sobre as eleições estadunidenses, em 2016, que foram fortemente influenciadas por fake news. De acordo com a emissora BBC, a CIA e o FBI apontam para a existência de interferências russas, por meio da disseminação de notícias inverídicas, no processo eleitoral dos Estados Unidos. Tais informações eram responsáveis por denegrir a imagem de Hillary Clinton, além de abordar questões como raça e imigração, o que influenciou e fortaleceu Donald Trump nas eleições. Tal cenário representa uma afronta aos processos democráticos.
Além disso, destaca-se que diferentes grupos políticos, nas mídias sociais, utilizam de notícias falsas para atacarem um ao outro. Consequentemente, discursos de ódio tornam-se presentes como o que ocorreu com Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, feminista e militante dos direitos humanos, em 2018. Após ser cruelmente assassinada, propagaram-se informações que visavam denegrir sua imagem, afirmando que ela era ex-esposa de traficante e usuária de drogas.
Desse modo, é essencial que o Ministério da Mídia e Tecnologia, em conjunto com Ministério da Justiça, atue em prol da redução da propagação de falsas informações. Para tanto, é essencial que sejam criados algorítimos capazes de identificar a veracidade das notícias e, posteriormente, é imprescindível que ocorra culpabilização dos responsáveis por tais sites, através da criação de uma lei que caracterize a
disseminação de fake news como crime cibernético.