Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 10/10/2018
Há alguns anos, observando-se o calendário e os monumentos Maia, concluiu-se que o mundo acabaria no ano de 2012. Essa notícia falsa atingiu quase todo o Globo, principalmente por meio das redes sociais, e causou grande preocupação em parte da população. Recentemente é perceptível que essa problemática das “fake news” ainda está em vigor no Brasil e ganhou maior força devido o aumento no tempo destinado ao uso das redes sociais, e isso tem causado bastantes consequências para o nosso país.
A priori convém salientar que o direito à informação, assegurado pela Constituição Cidadã promulgada em 1988, tem sido deturpado diante de tantas notícias falsas. Estas são veiculadas, sobretudo, nas redes sociais da seguinte forma: tendo-se conhecimento de que a cada clique em uma postagens obtêm-se lucro, indivíduos criam postagens inverídicas que despertam a curiosidade dos usuários, estes clicam nessas publicações e, às vezes, as compartilham sem ter conhecimento de seu teor verídico. Como atualmente o mundo todo está conectado, essas notícias se difundem com uma rapidez inacreditável.
É cabível ressaltar também que as inverdades propagadas são uma forma de manipular as pessoas, mormente no que diz respeito à política. Dessa forma uma parcela dos cidadãos vivencia uma antidemocracia, sendo privada do pleno acesso à informação. Destarte, cresce o número de pessoas alienadas pertencentes, principalmente, aos grupos mais fragilizados, como os analfabetos e a população carente que não tem meios que os permitam buscar um real conhecimento sobre os variados assuntos. Além disso, a difusão de mentiras fere a credibilidade midiática.
Infere-se, portanto, que para o direito à informação ser, deveras, exercido é necessário um célere fenecimento da propagação de mentiras. Para isso o Ministério da Tecnologia deve investir em aplicativos capazes de identificar ao mesmo tempo as falsas notícias e o autor delas, a fim de que este seja punido e aquelas sejam suspendidas. Ademais, ratificando o pensamento de Paulo Freire de que a educação transforma as pessoas, cabe ao MEC aderir às escolas palestras, ministradas por psicólogos, que provoquem o senso crítico do jovem e o empodere a ser o autor de sua história a fim de que aprenda desde cedo a não acreditar em algo sem antes buscar um conhecimento aprofundado. Somente dessa maneira a problemática das “fake news” resolver-se-á.