Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/10/2018

O ego da mentira

Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. O pensamento de Schopenhauer nos permite refletir como, desde os tempos remotos, as pessoas preferem satisfazer os desejos pessoais sem pensar no coletivo. Nesse sentido, convém analisarmos como as “fake news” espalham-se por meio de ideias egoístas, as quais trazem grandes consequências.

Primeiramente, é importante ressaltar que as falsas notícias não tiveram início com a era da internet. Ou seja, já houveram casos com outros meios de comunicações como, por exemplo, o Plano Cohen, carta decretada em 1937 por Getúlio Vargas, em que, por meio do rádio, anunciou uma incursão socialista no Brasil. Consequentemente, o povo fortificou a imagem de “bom presidente”, impedindo-o de sair do governo.

Ademais, segundo artigo publicado na revista Veja, pessoas tendem a acreditar em informações que confirmem seu modo de pensar. Assim, compartilham notícias pensando na satisfação do próprio ego. Contudo, por vezes, o destinatário não tem o senso crítico de analisar a mensagem recebida, o que torna ainda maior o ciclo de envolvimento na mentira.

Portanto, torna-se evidente o problema do pensamento individualista frente a possíveis desastres. Para que se atenuem as disseminações enganosas, é preciso que haja a mobilização da sociedade, esta deve analisar o conteúdo recebido por meio da pesquisa em fontes confiáveis, como aplicativos especializados em detectar “fake news” ou entrar em contato com o perfil do indivíduo envolvido na notícia. Espera-se, com isso, que não haja tanto tumulto frente à manchetes alarmantes ou crimes infundados por causa de discursos mal entendidos.