Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/10/2018
Consoante ao poeta Cazuza “ Eu vejo o futuro repetir o passado” o compartilhamento de notícias falsas, conhecidas como “Fake News” não é um problema atual. Desde o governo de Getúlio Vargas adotou-se um sistema de censura e manipulação da imprensa no Brasil, a fim de que os ideias políticos do presidente fossem difundidos somente de maneira benéfica a sua imagem. De mesmo modo, na contemporaneidade as dificuldades persistem, seja por falta de tecnologias de monitoramento seja pela impunidade dessas praticas.
Deve- se pontuar de inicio, que o código penal e a sua falta de aplicabilidade estão estre as razões da persistência da problemática. De maneira análoga a Aristóteles no livro Ética a nicomâco a politica existe para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto é notório que, hodiernamente, esse direito é violado, pois, na era da informação, nem sempre os indivíduos que propagam boatos e mentiras são devidamente penalizados. Pode se citar como exemplo a youtuber Keféra Buchmann que foi dada como morta em 2016 e os autores da calúnia não sofreram qualquer tipo de repreensão jurídica.
Outro ponto de relevância é o papel da internet na disseminação das falsas noticias. Segundo um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP) 12 milhões de brasileiros compartilham informações sem veracidade nas redes sociais, em decorrência do seu crescimento como principal meio de comunicação. Isso ocorre devido aos materiais sensacionalistas contidos nessas redes , também chamado de “clickbaits”, os quais, em sua maioria possuem títulos alarmantes de caráter atrativo , que , por sua vez , enganam leitores curiosos e geram lucro aos proprietários do meio de veiculação das “Fake News”. Logo é de extrema importância que a sociedade faça uso de ferramentas digitais capazes de as fontes noticiarias.
Dado o exposto, é imprescindível que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) invista na criação de um sistema de fiscalização de noticias, analisando suas fontes, suas respectivas datadas e seus autores. Além disso, tal ferramenta deve ser inclusa em aparelhos tecnológicos de fácil acesso, como os telefones celulares, com o intuito de facilitar a verificação da veracidade das informações. Outrossim, o Ministério da Justiça deverá agir conforme o previsto na legislação brasileira, aplicando a devida punição aos responsáveis por tal ato, com intuitor de proteger e formar uma sociedade mais crítica, capaz de investigar as fontes das notícias que lê, e mais disposta a denunciar autores de mentiras na internet.