Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/10/2018
Na obra Anekdota, o autor Procópio " um dos principais historiadores do século VI", espalhou notícias falsas arruinando a reputação do Império Justiniano. Esse acontecimento, ainda é comum na sociedade brasileira do século XXI, denominado fake news. Perante a isso, esse panorama suscita dois dilemas: o descaso da população a essa problemática na internet e os impactos negativos da fake news na área política.
Em primeira análise, destaca-se a alienação da população frente a essa questão como impulsionadora da ascensão das notícias falsas. Segundo Joseph Goebbles “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a questão das fake news já se tornou cotidiana nas redes sociais e grande parte dos internautas já se habituou a ela, tornado a ação de compartilhar as informações falsas para ganhar credibilidade na rede informática. Assim, o fortalecimento desse tipo de atividade é transmitido de pessoa a pessoa e agrava o problema no Brasil.
Além disso, outro fator relevante são os impactos negativos da fake news na área política. Percebe-se que boa parte dos brasileiros apresentam grandes paixões pelos alguns partidos políticos no Brasil, e por esse motivo as notícias falsas tendem a expandir nessa ocasião, já que os próprios partidos utilizam esse vilão da internet, com o objetivo de causar a decadência do seu concorrente nas eleições do país,e assim aquele consiga um grande número de votos para sua candidatura. Por esse motivo, o artigo 41 da lei das Contravenções Penais processa ou pune aqueles que criam mensagens falsas em relação ao seu semelhante.
Nessa perspectiva, portanto, devem se criadas meidadas paliativas para diminuir a incidência de notícias falsas no Brasil. Para atenuar o problema, o Estado, por meio do Poder Legislativo, deve aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados, que criminaliza a divulgação de notícias falsas, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Ademais, cabe ao setor midiático promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento dessas farsas, de modo a reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.