Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/10/2018
A grande guerra mundial, a segunda guerra mundial e a guerra fria foram marcadas pela disseminação de notícias de caráter falso, visando a manipulação de indivíduos. A partir do século XXI, esses informes mentirosos, também chamados de fake news, ganharam força ao serem veiculados no âmbito da internet, tornando-se uma adversidade ao servirem de ferramenta para o crescimento de ideologias e na ampliação da marginalização de minorias.
É indubitável que o uso de fake news para fortalecimento ideológico é amplamente praticado no Brasil e no mundo. Isso se dá porque vivemos em um contexto de pós verdade, no qual ideais e crenças são priorizados em detrimento da análise de fatos. No Brasil, essa conjuntura é aproveitada por lideranças de doutrinas e partidos políticos para se consolidarem e enfraquecerem seus adversários, como foi o caso ocorrido nas eleições presidenciais de 2018, onde boatos sobre urnas que dirigiam votos automáticos a certo candidato foram criadas e compartilhadas por eleitores do candidato adversário.
Não obstante, o uso desses informes falsos contribuem para a exclusão de minorias. Em território brasileiro, isso ocorre para manter padrões tradicionalistas provenientes do período colonial e da dita “Belle Epóque”. Isso é notório na pesquisa feita pela Universidade Federal do Espírito Santo, no qual verificou que a publicação mais compartilhada sobre a morte da vereadora Marielle Franco, defensora dos direitos de mulheres, gays e negros, foi uma fake news que a diminuía enquanto cidadã e a relacionava com o tráfico de drogas.
Assim, é inegável que as fake news são um entrave e devem ser combatidas. Para tal, é preciso que a Agência Brasileira de Inteligência crie algoritmos capazes de detectar a origem e a circulação de notícias falsas, de maneira a fiscalizar redes sociais e sites e, consequentemente, reduzir os índices desses informes no âmbito digital, evitando a alienação da população.