Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

A crescente veiculação de “fake news” difundidas através da internet, em redes sociais e aplicativos de mensagens, pode influenciar o resultado da eleição presidencial brasileira de 2018, equitativamente ao ocorrido nas eleições americanas que elegeram Donald Trump, como fora averiguado pelo Serviço de Inteligência dos Estados Unidos. Assim, a descabida propagação de notícias falsas acentua a difamação, impulsionada pelos discursos de ódio - reflexo da crescente intolerância que rega o Brasil e, ainda, alarma a população devido à falta de informações concretas. Logo, a epidemia de notícias sem cunho verídico oxigena a desinformação da população.

Diante da ascensão das “fake news” em detrimento da imprensa profissional séria, a distinção entre fatos reais e mentirosos torna-se um obstáculo, uma vez que estes estão enrustidos em meio a notícias fidedignas. Nesse viés, um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) aponta que doze milhões de pessoas difundem notícias falsas sobre a política no Brasil. Dessa forma, os próprios integrantes da nação verde e amarela aviltam informações autênticas e corroboram o caos.

Sob a óptica da insipiência do povo brasileiro, a difamação dos presidenciáveis torna-se um espetáculo ao invés de causar estranhamento, visto que os boatos são, incessantemente, compartilhados. Nesse sentido, a fim de colaborar com a recuperação da veracidade das notícias midiáticas, a página da internet do Jornal O Globo criou uma coluna intitulada “#FATO ou #FAKE”, em que distingue acontecimentos verdadeiros, de calúnias. Dessa maneira, a disseminação de notícias falsas fomenta um contrassenso na sociedade brasileira, a qual demanda pelo (in)verídico.

Logo, a manipulação de informações tornou-se uma praga que se prolifera, celeremente, nas redes sociais. Dessa forma, a fim de coibir essa prática e garantir que os Direitos Humanos sejam mantidos, o Poder Legislativo deve aprovar leis específicas que criminalizem a criação de “fake news”, de modo que o Ministério da Defesa e o Centro de Defesa Cibernética do Exército possam atuar conjuntamente para identificar os criminosos, uma vez que a liberdade de expressão limita-se a não denegrir o próximo.