Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
Na obra “Dom Casmurro” de Machado de Assis, o narrador conta a história apenas por sua perspectiva, abrindo brechas para manipulação do expectador. Embora as atuais redes de comunicações se tornaram mais rápidas e eficientes, não se pode ignorar os impactos provenientes de sua utilização afim de manipulação. Sendo assim, a veiculação de Fake News -informações que não representem a realidade - pode levar a quadros de incitação de ódio e ataques a movimentos reivindicatórios.
Convém ressaltar, a princípio,que, no ano de 2014, manchetes apontavam para o MST - Movimento Trabalhadores Rurais Sem Terras - como responsáveis pelo vandalismo de uma estação de energia na Bahia. Porém após a elucidação do caso se constatou que se tratava de uma “fake news” emulada pelo preconceito aos trabalhadores sem terra e a todos que lutam por direitos. Assim sendo, notícias mentirosas pode dificultar atuação de movimentos sociais.
Outro fator de relevância, nessa temática, no ano de 2018, após assassinato da vereadora Marielle Franco, foram veiculadas informações falsas ligando-a à facções criminosas, gerando revolta e discursos de ódio. Esses entraves quando não solucionados levam a difamação e ataques de fúria contra apoiadores ou simpatizantes da vítima. Dessa forma a disseminação de inverdades pode alimentar a ira e levar a enfrentamentos.
Fica evidente, portanto, que o uso de veículos de comunicação sem preocupação com a veracidade dos fatos, colabora para um colapso do sistema. Dessa maneira os veículos de informação devem estancar a produção e veiculação de noticias falsas. As empresas responsáveis pela plataforma em parceria com jornalistas engajados a veicular a verdade, devem criar mecanismos para checagem instantânea da veracidade dos fatos, através de analises ponderadas, para que postagens que contenham inverdades sejam retiradas da rede de comunicação. Aumentando assim as chances de um futuro sem brechas para manipulação, distanciando da realidade existente em “Dom Casmurro”.