Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

“Uma mentira repetida mil vez torna-se verdade”, já afirmava o Ministro de Propaganda de Hitler, figura em que, apesar dos crimes indefensáveis, tornou-se herói nacional graças à propagação de notícias falsas. Tal frase permeia o atual cenário brasileiro, haja vista a crescente disseminação de informações fraudulentas em redes sociais nos últimos anos, o que fragiliza a democracia e o direito da população à informação verídica. Essa vinculação de “fake news”, por sua vez, representa um problema a ser enfrentado de forma mais organizada pelo Estado e pelas mídias sociais, com o fito de minimizar os desdobramento de tal comportamento vil.

É indubitável, de fato, que o anonimato, a sensação de impunibilidade e a rapidez no compartilhamento de conteúdos, propiciada pela mediação tecnológica, facilitou a divulgação de boatos e mentiras. Essa situação configura uma ameaça a democracia, visto que ao falsificar fatos e ordená-los de maneira a sugerir o que se deseja, tal como uma obra Cubista mescla frações da realidade, fere o direito à informação, além de fragilizar os meios de comunicação que possuem credibilidade. Tal panorama é fruto de uma punição mais ostensiva contra quem comete tal delito, bem como ausência de uma lei específica que regulamente sobre o tema.

Ademais, avanços já foram sido conquistados no que tange a erradicação de notícias falsas, como a criação de grupos de checagem dessas informações pela redes sociais Google e Facebook. Apenas medidas pontuais como essas,entretanto, são insuficientes, pois a sensação de impunidade corrobora para tal prática. Além disso, os veículos de informação estão permeados de conteúdos sensacionalistas, a fim de ganhar mais visibilidade e, consequentemente, mais dinheiro pelos grupos que o financiam. Isso pode ser explicado pela Teoria da Razão Instrumental da Escola de Frankfut, a qual defende que  conhecimento, a ciência e o fluxo informacional são sempre fornecidos por um grupo, de tal forma que servem aos interesses dele. Esse comportamento, conforme permanece a ser reproduzido, torna-se enraizado e frequente.

Logo, se faz necessária a criação de ações que auxiliem a população a identificar notícias falsas, pois elas só ganham visibilidade e destaque quando compartilhadas por um grande número de pessoas. O Estado, em parceria com as redes sociais, deve criar um comitê para checar informações falsas e punir com mais rigor quem comete tal infração,visando o bem-estar da sociedade como um todo.