Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

Persuasão informativa

“Um povo que lê nunca será um povo escravo”. Essa famosa frase de Antonio Lobo Antunes encontra contradição com o advento da era tecnológica. Desse modo, as chamadas “fake news” espalham informações inverídicas por meio da internet, o que torna a leitura ferramenta manipuladora e agressora da liberdade democrática virtual.

É indubitável, primeiramente, o poder de alcance desses dados falsos a nível mundial, apesar da maior facilidade de verificação oferecida pelo meio virtual. Entretanto, dados do Instituto de Tecnologia de Massachussets apontam para o poder de persuasão e convencimento dessa mazela social, que tem o poder de disseminação 70% maior que as notícias verdadeiras. Sendo assim, pode-se inferir que das quase 120 milhões de pessoas com acesso à internet no Brasil, quase sua totalidade não pratica a confirmação dos dados que encontram em sites e redes sociais.

Outrossim, é evidente o impacto dessas notícias na vida de seus envolvidos. O caso de Hillary Clinton é um dos mais famosos mundialmente por seu envolvimento com “fake news” nas eleições americanas de 2016. Nesse, informações duvidosas sobre investigações de corrupção acerca da candidata determinaram resultados positivos ao seu adversário Donald Trump. Tais acusações acorrem no Brasil e em todo o mundo, podendo levar a casos suicidas e até homicídios enganosos.

É necessário, portanto, a luta contra as “fake news” no globo. As escolas, dessa maneira, devem, a partir de determinação do Ministério da Educação, criar a disciplina de Atualidades, por meio de reforma, para a realização de debates e palestras em sala de aula com o intuito de instruir o reconhecimento de notícias falsas. Ademais, o Congresso Nacional deve aprovar proposta de lei acerca do assunto, para que haja punições maiores à esses casos, inibindo sua prática. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve criar algoritmos a partir de seus desenvolvedores virtuais para filtrar tais dados. Assim, um povo liberto será aquele bem informado.