Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/10/2018

Com o advento da globalização e o maior acesso à internet, no final do século XX, provocou diversas mudanças benéficas para a população, melhorando a acessibilidade da população as informações. Entretanto, alguns indivíduos tem usado essa ferramenta, como forma de propagar fake news  que já existiam antes, porém, ganharam maior proporção devido à abrangência do meio meio no qual são divulgadas. Sendo assim, é necessário debater os fatores que colaboraram para tal cenário e assim conseguir compreender suas consequências.

A priori, tem-se o alto número de redes sociais que são a principal forma de perpetuação de notícias falsas. De acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Oxford em 2017, o Facebook é a principal fonte de informação dos brasileiros. Nesse contexto, as publicações com a velocidade da internet chega as pessoas em questão de segundos, com isso, ao buscarem interagir com outras e se inserir no meio , compartilham informações, muitas vezes, sem verificar sua veracidade. Assim, com a escassez de fiscalização aos meios comunicativos usados, majoritariamente, pela população, torna-se a principal arma para as práticas de fakes news, vigentes no século XXI.

A posteriori, com a teoria do sociólogo Zygmunt Bauman a modernidade líquida, demostrou a liquidez das relações sociais, ocasionando as perdas de valores sociais, como o respeito e a empatia. Dessa forma, é possível verificar que o capitalismo é a principal fonte para propagação de informações falsas, haja vista que esse desvaloriza as prioridades pessoais visando apenas o lucro, como os sites que ganham mais valor com a divulgação de notícias falsas, sendo amparados pela impunidade. Consequentemente, é visto uma sociedade alienada, prejudicando o andamento do país, como na área democrática e ainda podendo causas tragédias.

É evidente, portanto, a necessidade da intervenção Estatal para que a segurança seja legitimada à população. Sendo assim, os donos de redes sociais devem criar uma plataforma para verificar a veracidade das informações compartilhadas, excluindo aquelas que não apresentarem um conhecimento verdadeiro , evitando a propagação de notícias falsas. Ademais, o Estado junto a Escolas podem promover campanhas de conscientização, mostrando as características presentes em fake news, para que os indivíduos ao se depararem com publicações saibam identificar se o que está escrito nela tem efetividade antes de compartilharem, a fim de evitar a perpetuação desses dados. Com isso, minimizaria o índice de fakes news dentro das sociedades.