Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do repeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão das Fake News, notícias falsas, que assolam hodiernamente a sociedade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude voracidade do mercado capitalista por lucro e da facilidade de propagação e constrangimento causado a vítima.

Convém ressaltar, a princípio, que o sistema econômico adotado prioriza a quantidade de capital envolvido, assim a propagação de informes falsos acarretam em muitas visualizações que podem ser revestidas em dinheiro, que propaga um óbice público. Em consequência, esse mercado maximiza sua atuação e coloca em questionamento notícias verídicas, retirando parte de sua credibilidade. Nesse contexto, a veiculação de informações irreais funciona como a primeira lei de Newton, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, no caso tornar ínfima a divulgação dessas informações falsas. Dessarte, diante do pífio cenário marcado por graves problemas sociais, há uma desproporção entre a DUDH e o posicionamento adotado no mundo.

Além disso, por mais que a sociedade tenha avançado com métodos de verificação de notícias avançados, as Fake News têm uma velocidade de propagação maior em 70% segundo o Instituto de Massachusetts, em decorrência influência e importuna a muitos cidadãos. Nesse âmbito, os dados comprovam que o perigo das informações falsas é maior que o esperado e podem causar danos irreparáveis aos indivíduos, como notificações de acidentes falsos ou atrapalhar as eleições presidenciais, o que é moralmente inaceitável. Desse modo, os comunicados falsos, são empecilhos funestos que se reduzidos, ampliaram a cidadania e corroboram com a Declaração.

Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades na redução das Fake News atualmente. Por conseguinte, o Poder Legislativo e o Ministério da Educação, por meio de uma emenda constitucional acrescentem à grade curricular obrigatória, disciplinas de caráter social, como Ética e cidadania, com o objetivo de estimular o pensamento crítico nos estudantes, para que a veracidade de fatos seja efetiva. Outrossim, as Secretárias de Segurança podem ampliar o setor responsável por crimes virtuais, principalmente propagados pela notícias irreais, por meio da contratação de  profissionais qualificados, para que as vítimas se sintam mais seguras e tenham seus casos resolvidos com agilidade. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e legítima que esteja de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos e promova a coesão entre os cidadãos.