Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
Consoante ao dramaturgo Millôr Fernandes, “O Brasil tem um grande passado pela frente”, a distribuição deliberada de desinformações — as “fake news” — não é um problema atual no território nacional. Desde o Plano Cohen, no qual Getúlio Vargas utilizou documentos forjados para se manter no poder, essa problemática se apresenta no Brasil. Nesse contexto, com o escopo de atenuar essa grave questão, analisar os perigos das “fake news” nas redes sociais e a influencia do péssimo sistema educacional são imprescindíveis.
A princípio, cabe pontuar que diversas notícias falsas ou equivocadas são divulgadas e compartilhadas em massa, sobretudo, nas redes sociais. Segundo Umberto Eco, “o drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. Concomitante a isso, diversas informações são manipuladas e disseminadas por intermédio de um indivíduo que tende a se beneficiar com elas. Um exemplo disso foi a vitória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após vários ataques realizados a sua adversária por meio de “fake news”.
Outrossim, convém frisar que a sofrível condição da Educação no Brasil corrobora para a perpetuação das notícias mentirosas compartilhadas nos veículos de comunicação. Posto que, majoritariamente, os indivíduos leem apenas as manchetes ou não conseguem interpretar e identificar inverdades nas informações. De acordo com Paulo Freire, na obra “Pedagogia do Oprimido”, o ensino deve ser conscientizador, no qual o aluno é um ser pensante e crítico. Entretanto, o que se vê na contemporaneidade brasileiras são cidadãos facilmente utilizados como massa de manobra de seres que, como os sofistas, baseavam suas posições apenas na verossimilhança.
Destarte, a fim de que a divulgação das “fake news” parem de manipular as ações dos brasileiros, medidas devem ser tomadas. Dessa maneira, além de melhorar as fiscalizações, o Estado deve, através do Ministério da Educação, investir em campanhas nas escolas que atentem os indivíduos para o tema e, também, capacitar os professores a promoverem em sala de aula debates e reflexões sobre notícias repercutidas nas mídias sociais. Como exposto por Saviani no livro “Escola e Democracia”, o ensino precisa ser um artifício utilizado propondo atividades que permitam aos alunos assumir a responsabilidade de pensar e de se posicionar perante ao que lhes é apresentado.