Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
No século Va.c,na Grécia antiga, sobretudo no período clássico, caracterizado pela ascensão das polis, avultou-se o prefácio de informações falsas, praticadas pelos sofistas. Conquanto, com o transcorrer de muitos séculos infere-se que o imbróglio enfrentado pelos atenienses ainda persevera hodiernamente. Haja vista, pelo aumento das “fake News “na era da informação. Isso se deve, pela facilidade de qualquer notícia se propagar no âmbito online, uma vez que muitos sites não se preocupam com a veracidade de suas informações, em consonância pelo pouco interesse do corpo social em verificar a validade da notícia. Nesse ínterim, evidencia um problema conspícuo no mundo contemporâneo.
Mormente, é indubitável que a questão social esteja entre as causas da problemática que assola a humanidade. Nesse sentido, parafraseando o filósofo criticista, do século XIX, Immanuel Kant, o qual alega que a sociedade moderna deve agir em prol da ética que alicerça o bem comum para garantir o pleno gozo de uma sociedade estável, todavia, quando se observa infindas notícias falsas que circulam na internet, infere-se que o ideal de Kant é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Tendo em vista que, o retorno financeiro dos cliques impulsiona a reprodução dessas notícias não verídicas. Como advoga a pesquisa realizada pelo jornal Estadão 2018, o qual ratifica que quando um infindável número de pessoas acessam a presumível notícia são expostas a propagandas midiáticas que geram lucro ao autor da notícia ilusória, logo, coadjuva-se um retrocesso no mundo moderno.
Outrossim, destaca-se o pouco interesse do corpo social em verificar a validade de uma notícia como impulsionadora do problema. Nesse contexto, é inegável que com o mundo hodierno, com o avanço tecnológico suscitou, consideravelmente, um rápido acesso de informações, ademais, a população é influenciada por títulos sensacionalistas expostas pela notícia. Por conseguinte, induzem a compartilhar e mais pessoas são inseridas no meio. Assim, extrai-se o escólio da pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) 6 em cada 10 famílias compartilham informações sem se preocupar com a fonte ou validade da reportagem. Desse modo, é inadmissível que uma sociedade declarada civilizada e globalizada ainda perpétua atitudes que provocam retrocesso.
Diante desse prisma, são imprescindíveis parâmetros que visam a atenuar a promulgação de notícias não verídicas na era da informação. Destarte, urge por parte do Ministério da Cultura, alicerçada a mídia televisiva ou virtual, por meio de propagandas, anúncios e campanhas veicular sobre as embirrações que as reportagens falsas podem ocasionar no corpo social, com especialistas que tenham experiência comprovada nesse cenário específico, afim de alertar a população sobre os malefícios das “fake news” na era digital. Por fim, a associação entre mídia e conscientização social deverá estabelecer a prática do ideal proposto por Kant.