Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

As redes sociais, que permitiram uma maior integração social de pessoas em localizações distintas, têm apresentado uma onda de “Fake News”, termo que designa notícias falsas, hodiernamente. Tendo em vista que essa tendência pode promover ameaças para a sociedade, posto que vivencia-se a “era da informação”, é conveniente analisar dois aspectos: o impacto de tais notícias na política e na questão da saúde pública.

Primordialmente é mister salientar tais notícias influenciam drasticamente na política. Para ilustrar, nota-se a eleição do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, a qual foi repleta de sensacionalismos, como a construção de um “muro” para impedir a entrada de imigrantes, com intuito de atrair eleitores “mal-intencionados”. Felizmente, tal falácia não se concretizou pela limitação e responsabilidade exigidas por tal cargo. Todavia, esse projeto xenofóbico demonstra que o preconceito ainda é presente e, com figuras públicas como o Trump, pode ser difundido sem maiores punições, o que demonstra um retrocesso de cunho cultural que há anos vinha sendo defasado.

Em uma segunda análise, nota-se que há um risco para saúde pública com as campanhas “anti-vacinas”. Essas, amplamente difundidas no Brasil, falam, em sua maioria, que as vacinas, como a que previne Poliomielite, podem causar doenças, tal qual o autismo, nas crianças que a tomarem. Isso influenciou diretamente na lamentável falha do país em tentar cumprir suas metas de vacinação, deixando diversas delas expostas a tal doença que, posteriormente, pode causar paralisa infantil. Todavia, tal Fake News surgiu a partir de um boato na Inglaterra, em que um médico publicou um artigo com tal tema difamando as vacinas da época. Contudo, logo após sua pesquisa ter sido comprovadamente falsa, o Governo Inglês o destituiu de sua profissão e posteriormente pediu desculpas publicamente a todos os atuantes da área de medicina.Destarte, devido a proporção do problema, fica clara a necessidade de tomar-se medidas para combatê-lo.

Dado o exposto, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve, com ajuda do Poder Judiciário, criar programas que identifiquem a veracidade das notícias, punindo aqueles que se utilizem das Fake News com multas e, dependendo da gravidade, penas específicas para crimes na internet. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura deve promover palestras periódicas ministradas por médicos, cientistas políticos e psicólogos, nas escolas, com foco nos alunos e seus responsáveis, tendo em vista que tal entrave deve ser debatido entre as famílias para que se evitem possíveis revés, tal como o surgimento da Poliomielite. Isso resultará em uma sociedade mais consciente acerca dos perigos da internet e, por fim, na diminuição das notícias falsas na era da informação.