Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/10/2018
Amoralidade virtual
A partir da segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial (Revolução Técnico-Científica-Informacional) tornou o acesso à conteúdos de conhecimento mais prático devido ao advento de equipamentos de comunicação. Essa facilidade é repetida no processo de construção da informação. O que antes era ofício, passa a ser passa-tempo para pessoas sem o devido preparo ou mesmo com más intenções, gerando as famigeradas Notícias Falsas (Fake News). A falsidade geralmente ataca a moral das pessoas e pode, também, induzir o comportamento de parte de uma sociedade.
No que tange a moralidade do compartilhamento de informações, não são poucos os casos de pessoas que criam falsas notícias com o intuito de prejudicar o outro. O término de um relacionamento, por vezes, acaba sendo judicializado devido ao ataque virtual do companheiro. Denúncias de violência doméstica ou indicação de comportamento homossexual são comumente usadas como forma de ataque.
Ainda mais grave é a utilização de algorítimos na internet para induzir pessoas à leitura das falsidades. Deste modo, pessoas, empresas e até Estados podem interferir, por exemplo, em eleições presidenciais. Como pode ter sido o caso estadunidense na eleição de Trump (ainda sob investigação). Mesmo sem comprovação do artifício virtual, certamente a leitura das calúnias influenciou os eleitores.
Para defender a moral das pessoas e a própria democracia, é necessário tomar algumas medidas contra este mal. Pode-se, primeiramente, usar a mídia para a divulgação do que é falso. O quadro detetive virtual, do fantástico, é ótimo exemplo a ser seguido. A popularização deste tipo de programa em conjunto com a atuação de ONGs nas escolas, por meio de palestras explicativas sobre os males ocasionados pelas Fake News, é um bom caminho para uma maior moralização do ambiente virtual.