Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/10/2018
Na segunda guerra mundial, Goebbels era o responsável pela publicidade de exaltação a seu líder Adolf Hitler, através dos meios de comunicação existentes na época. Nesse sentido, pode-se comparar a difusão dos ideais nazistas com a disseminação de notícias falsas na sociedade hodierna, por meio da internet e com o objetivo de manipulação das massas através de artifícios duvidosos, as “Fake News”. Diante disso, torna-se inevitável a discussão acerca dos perigos da propagação de notícias falsas na internet, as quais recaem em âmbitos sociais e judiciais.
De início, é válido frisar a atuação da população nesse contexto. Ademais, muitas vezes, a dinâmica apressada do dia a dia não permite que as pessoas se mantenham conectadas por muito tempo nas redes sociais. Então, quando surge uma notícia inédita a tendência é compartilhá-la sem verificar suas fontes. Como exemplo, tem-se o vídeo que circulou em 2016, afirmando que o exame de mama provocava câncer de tireoide, o qual foi postado por uma pessoa desconhecida no período de campanha para prevenção desta doença. Ou seja, a repercussão das “Fake News” é extremamente rápida e pode afetar, negativamente, a vida de milhares de pessoas devido à instalação de uma situação alarmante, ocasionada pela ignorância de quem publicou o boato.
Por outro lado, convém destacar o quão falha é a punição para este ato, o que consequentemente, facilita a sua expansão. Inclusive, o maior interesse da mídia diante desse impasse é adquirir popularidade, causando indignação ou denegrindo a imagem de figuras públicas. Por conseguinte, este ideal vai ao encontro da teoria do filósofo Karl Marx, na qual ele afirma que o capitalismo prioriza o lucro, em detrimento dos valores. Pode-se citar, também, as eleições nos Estado Unidos em 2016, em que Donald Trump foi favorecido em relação a sua concorrente. Logo, essas ações continuarão ocorrendo, pois ainda é novidade para a justiça e o fluxo só será amenizado quando se estabelecer o título de crime cibernético e conter uma punição efetiva.
Portanto, visto que muitas pessoas são afetadas negativamente por notícias falsas, são necessárias medidas para minimizar os efeitos desse impasse. Assim, é necessário que o cidadão procure sempre se informar em sites conhecidos, de modo a ficar seguro diante de tal informação e denuncie notícias suspeitas, ajudando na fiscalização. Também, o Ministério da Justiça deve, não só elaborar uma lei efetiva para crimes cibernéticos, de maneira que tire de circulação, de imediato, o vetor da notícia, para que ela não se espalhe e acarrete interpretações errôneas; como também faça uma parceria com as redes Facebook e twitter, visto que são os maiores meios de propagação de informações, de modo que auxiliem no combate desses crimes. Desse modo, será possível amenizar o fluxo de notícias falsas.