Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/10/2018

Hoje no mundo inteiro sabe-se da importância das mídias sociais, que em todo o contexto histórico, influenciou guerras, revoluções, eleições, entre outros acontecimentos. Embora sua relevância seja indiscutível, com tantos avanços tecnológicos as mídias têm alcance cada vez maior, e notícias falsas têm se propagado em níveis alarmantes. Diante dessa perspectiva, deve-se analisar os fatores que contribuem para esse quadro.

Indiscutivelmente, uma das causas para a criação e compartilhamento dessas notícias é a demanda do próprio público. Segundo uma pesquisa do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, o cidadão comum é o que mais compartilha falsas notícias na rede. Isso se deve não só ao fato delas serem apelativas, mas também ao viés de confirmação, que é a tendência do ser humano de acreditar mais facilmente em informações que confirmem seu modo de pensar e ignorar ou rejeitar informações que lançam dúvidas a respeito. É inaceitável que com tantas tecnologias, as pessoas ainda compartilhem informações sem verificar sua autenticidade.

Ademais, existe ainda a questão da monetização de sites e páginas da web, que impulsionam ainda mais a criação dessas notícias. De acordo com o Cofundador da rede social twitter, Ev Williams, a culpa do surgimento das notícias falsas é das propagandas. Nesse contexto, onde os acessos são recompensados, cria-se um ciclo de notícias falsas e de pessoas atraídas por suas chamadas sensacionalistas. Dessa forma, é imprescindível pensar no poder que essas notícias carregam e como elas podem influenciar todo tipo de comportamento.

É visível, portanto, que medidas devem ser tomadas para que as notícias falsas não sejam compartilhadas. Sendo assim, é necessário que ONU junto aos países, invistam em campanhas a respeito dos perigos das fake news, com ênfase nas redes sociais, divulgando formas de se verificar a autenticidade das notícias, a fim de conscientizar os internautas. Ação que iniciada no presente, pode reduzir os impactos na história futura.