Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/10/2018

No terceiro Reich, o dizer de Goebbels teve fortes comprovações uma vez que as mentiras faladas mil vezes tornaram-se verdade para grande parte da população alemã. Na contemporaneidade, no entanto, a citação mais evidente é “Vejo o futuro repetir o passado” de Renato Russo, tendo em vista que a alienação dos indivíduos associada à perversidade humana presente na modernidade permitem a viralização das fake news.

Inicialmente, vale ressaltar, na era da informação, o renascer de uma prática nada ética que é a criação e compartilhamento de notícias tendenciosas e precárias de verdades. Se não fosse a alienação crescente na humanidade, essas práticas hediondas não tomariam tamanha contingência. O fato da população pouco criticar os conteúdos que consomem gera um enlace ao pensamento de Augusto Cury, onde nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações.

Outrossim, é a malícia presente em determinados grupos da humanidade - geralmente de ideologias fortes - que aproveitam a ingenuidade de uma população alienada para disseminar seus ódios e ideologias nas redes sociais em forma de notícias falsas. Tal movimento vai de acordo à uma realidade triste, o Nazismo. Hitler, com o poder da imprensa foi capaz de compartilhar à população suas “pós-verdades” e consequentemente conduzir um grande exército de alienados políticos. Tudo isso, vai de acordo com o conceito de “Globalização perversa”, trazido pelo geógrafo Milton Santos: a medida que a era da informação avançou cresceram também os problemas sociais e, agora, de cunho informacional.

Engana-se, portanto, quem acredita que apenas mudanças nas leis e nos aplicativos serão capazes de solucionar essas criminalidades sociais. É necessário que a humanidade aprenda a diferenciar notícias falsas de verdadeiras, por meio de aulas gratuitas oferecidas pela Organização das Nações Unidas, uma vez que a fake news atinge diversos países e governos e a ONU promove a cooperação internacional. Somado à isso, as mídias televisivas devem pressionar os criminosos quanto à tentativa desesperada de aumentar seus seguidores, reforçando - através de matérias jornalisticas - que existe criminalidade nos atos e a impunidade não será feita. A fim de restabelecer o uso adequado das mídias sociais sem o teor perverso envolvido.