Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/10/2018

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Essa afirmação da filósofa francesa Simone de Beauvoir pode ser facilmente aplicada ao contexto das “fake news”, porquanto mais espantosa a ineficácia de campanhas públicas governamentais é a naturalidade como a situação é tratada. Por conseguinte, é evidente que a divulgação de notícias falsas afeta a harmonia social, em virtude disso, é fundamental a mobilização estatal e civil no país. Ademais, a difusão de “fake news” acarreta agravamento de crises políticas e manipulação da sociedade brasileira.

Desse modo, é inegável que a questão Constitucional e sua aplicação estejam entre as causas da permanência da proliferação de notícias falsas em sociedade, pois a falta de punição, sem afetar a liberdade de expressão, funciona como impasse para amenizar a problemática no país. Além disso, é notório avaliar os malefícios das “fakes news” para o Estado brasileiro. Isso é ratificado com o Plano Cohen de Getúlio Vargas, o qual tinha como base a divulgação, de maneira enganosa, dados sobre o avanço do comunismo no Brasil e as consequências para a sociedade. Nesse viés, em virtude da crise social provocada pelo projeto governamental, foi instaurada no país uma ditadura, denominada Estado Novo, tal ação reverbera a influência das notícias falsas para a mudança de regime político.

Entrementes, outro aspecto a ser avaliado é o papel da mídia na promoção de serviços para a sociedade, porém, muitas vezes, há  a falta de imparcialidade na divulgação de informações no país, em que configura um processo de alteração informacional. Nessa perspectiva, a obra Dom Casmurro de Machado de Assis, exemplifica a importância da equidade na divulgação de notícias para a comunidade, a qual, por um modo tendencioso, facilita o entendimento da traição entre Capitu e Bentinho, uma vez que as pessoas acreditam na argumentação do autor. Com isso, configura uma forma de manipulação social, por meio do principal da unilateralidade informacional.

Entende-se, portanto, que a difusão de “fake news” no país prejudica o sistema político e o social, dessa maneira medidas devem ser adotadas para buscar a imparcialidade na divulgação de notícias. Dessarte, concerne ao Governo Federal elaborar um projeto de emenda constitucional, a qual deverá punir de maneira rigorosa os indivíduos que divulgam informações enganosas, por meio do debate público e enquetes sociais, com o fito de amenizar de diminuir as “fake news sem afetar a liberdade de expressão da população. Da mesma forma, cabe às Emissoras de Televisão, por intermédio de comerciais e programas educativos, promover campanhas de abrangência nacional, a qual valorizará a bilateralidade informacional para, então, fornecer suporte para a melhoria do serviço midiático. Logo, seguindo essas ações, o problema será gradativamente amenizado no país.