Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/10/2018
Nada além da verdade
O trecho bíblico, “E conhecereis a verdade e ela vos libertará” se personifica cada dia mais atual, advindo em um panorama informacional muitas vezes fantasioso. Esse cenário auxilia na análise da questão dos desafios para o desenvolvimento do senso crítico. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além do papel de um estado permanente de questionamento pessoal, elevando-o ao coletivo.
Em primeiro plano evidencia-se que as notícias falsas se intensificaram com o advento da internet, sendo que sua respectiva identificação e dissolução foi facilitada por meio da mesma. Assim, ao analisar a natureza questionadora de Sócrates, que se põe na humilde posição de “Só sei que nada sei”, avalia-se a necessidade da ampliação das funções coletivas de denúncia. Por conseguinte, as fake news se tornam perigosas armas alienantes frente às notícias sem a devida avaliação factual.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de que uma mentira dita várias vezes se torna uma verdade. Desse modo, o cidadão, ao exercer seu direito de livre expressão, acaba por se tornar uma ferramenta movida por ínfima cadeia de informações. Em vista disso, os maiores desafios se compõem na desestruturação das ações individualistas em detrimento do coletivo, no qual se baseia o cenário em que estamos inseridos.
Logo, as medidas públicas coletivas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo fundamental portanto a disseminação clássica do hábito de se questionar tudo, buscando assim fatos e fontes cada vez mais coerentes. Ademais, é vital a elucidação das massas que deverá vir acompanhada do ato de denúncia frente ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e pelo Ministério da Educação, a fim de que se ensine a filtrar as informações em cascata, e sejam avaliadas e sinalizadas, quaisquer tentativas de alienação massificada. A partir dessas ações espera-se que exista a dissolução de verdades absolutas, e um compartilhamento racional e democrático, sem controle midiático ou censura com viés ideológico. É preciso portanto fomentar o senso crítico e investigativo, independente do que se deseja ver, a verdade deve ser a única opção.