Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
A Terceira Revolução Industrial, ou Revolução Técnico-científico-informacional, proporcionou uma série de modificações nos hábitos e avanço em várias área do conhecimento. No entanto, se por um lado a mesma contribuiu para o encurtamento das distâncias e do tempo, tendo a internet como um dos principais expoentes desse avanço, por outro, viabilizou, em grande escala, a propagação de informações falsa, o que representa um risco para a democracia e para a informação de credibilidade. Convém, com isso, analisar como se dá esse processo e os e as consequências do mesmo.
De início, é necessário salientar que as mídias sociais, entre elas o Instagran, Facebook e Twitter, entre outras, são de grande importância no dias de hoje, em virtude do crescente número de usuários que utilizam esses meios para obterem informações e para navegar na internet. Segundo dados da companhia “We Are Social”, o brasileiro passa mais de nove horas por dia acessando a internet, o que é devido, em grande parte, à portabilidade, por meio dos celulares, do acesso à internet, o que representa 52%. Com isso, devido à falta de formação na área virtual da maioria dos usuários das redes sociais, os mesmos ficam exposto a veicular “Fakenews”, sobre diversos temas, entre eles sobre política, sobre correntes ideológicas ou sobre tratamentos milagrosos ou sobre celebridades.
Em segundo plano, desta-se o ônus que as “Fakenews” representa à democracia e aos meios de opinião pública, como grandes jornais impressos e onlines. Nesse sentido, destaca-se a forte influência que informações falsas provocaram na eleição dos Estados Unidos, ao associarem à candidata Hilary Clinton que ela era dona de uma rede de prostituição e que Donald Trump teria recebido apoio do papa Francisco, o que culminou com a vitória de Trump, sendo as duas notícias mais compartilhadas próximo ao pleito eleitoral. Além disso, segundo o escritor Umberto Eco, a internet deu voz aos imbecis, de modo que o fácil acesso à internet possibilitou que certos indivíduos imprimam suas opiniões e propagem o ódio e ideias extremista, ao acreditar que esse meio não possua lei. Ademais, em muitos dos casos, essas informações podem levar à morte de pessoas, como aconteceu com uma mulher que foi espancada até a morte por ter sido acusada injustamente de bruxaria.
Urge, portanto, que a mídia impressa e digital, por meio de programas nas redes sociais, a exemplo, do “fato ou fake” do G1, atuem no combate às Fakenews ao desmentir essas notícias e denunciem tais atos ao Ministério Público com o propósito de que seja aplicada a legislação vigente. O Congresso Nacional, por meio da aprovação e intensificação das leis atuais, deve atuar de modo a coibir e fiscalizar, de modo permanente, esses atos nas redes sociais, com o propósito de evitar os danos causados e ratificar o direito de acesso à informação segura, o qual é assegurado pela carta maior.