Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
Na brincadeira “Telefone sem-fio”, há o retrato da disseminação das Fake News, já que trazia a tarefa de repassar uma mensagem de um para o outro sem alterá-la, porém, no fim do trajeto a informação já havia sofrido alterações que podiam mudar o sentido ou incrementar algo que não foi dito. Dessa forma, essa brincadeira relaciona-se hodiernamente com os perigos das Fake News na era de informação, mostrando que essa problemática persiste intrinsecamente ligada aos imbróglios do pretérito, em conjunto com a falta de políticas públicas para resolver a questão.
Em primeiro plano, ao analisar por um prisma histórico, verifica-se que as notícias falsas estão diretamente relacionadas com a política, como no caso do Plano Cohen, no qual foi espalhado que havia um suposto plano para tomada de poder pelos comunistas, o que foi usado como justificativa para a implantação do Estado Novo. Sendo assim, esse acontecimento conecta-se com a atualidade por meio da eleição estadunidense de 2016, em que houve a propagação das Fake News contra a candidata Hilary Clinton, que segundo reportagem da revista Veja, chegou até a ser acusada de participar de uma rede de pedofilia, o que prejudicou as suas chances de vencer as eleições, mostrando, desse modo, a influência das Fake News para à formação do pensamento da sociedade.
Por conseguinte, é indubitável que as chagas contemporâneas são o compartilhamento de informações falsas, o que pode afetar gravemente as eleições brasileiras de 2018, como no caso da morte de Marielle, que após a sua morte foi difamada por sites de extrema direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL), que a acusaram de ter ligações com o tráfico, como forma de conter a comoção pública por sua morte. Ademais, mesmo com o crescimento da tecnologia no século XXI, a escassez de políticas públicas para ajudar na inserção digital dos cidadãos, que entraram na era informacional sem preparo, prejudica o combate a essa questão, logo, é vital que se siga o ideal de Immanuel Kant, que acredita no poder educacional, para sanar esse imbróglio.
Portanto, para resolver os problemas demonstrados na brincadeira “Telefone sem fio” e seguir o ideal kantiano, o Governo deve criar um projeto de inserção digital, com aulas dentro dos ambientes escolares e trabalhistas sobre como usar corretamente a tecnologia e se prevenir das Fake News, para que assim, diminua o seu impacto na sociedade e não se tenha mais vítimas, como Marielle. Outrossim, é importante que o Poder Executivo restitua o Ministério das Comunicações, que, em conjunto com o Ministério da Educação, divulgaria a necessidade de se avaliar uma noticia antes de repassá-la, por meio de palestras nas escolas de todos os âmbitos, para que, dessa forma, os acontecimentos presenciados durante a Era Vargas e nas eleições estadunidenses de 2016 não se repitam.